Angola

Sindicatos de professores adiam greve em Angola

Faculdade de direito da Universidade Agostinho Neto em Luanda
Faculdade de direito da Universidade Agostinho Neto em Luanda DR

Plataformas de sindicatos de professores adiaram o movimento de greve previsto para esta quinta-feira, 9 de Março, e concederam um prazo suplementar ao governo angolano para encontrar uma saída à crise que se instalou neste sector.

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O movimento de greve dos professores universitários tinha ameaçado começar esta quinta-feira uma greve, mas ficou, por enquanto, suspensa tendo sido concedido um prazo suplementar para se chegar a um acordo com o governo angolano.

Ontem, a plataforma de três sindicatos da educação integrada pelo SINPES, do Ensino Superior, o SINPROF e o SENPTENU, do ensino não universitário e trabalhadores não docentes, entregaram uma carta ao Presidente angolano na qual dizem que se José Eduardo dos Santos não se pronunciar favor, até ao final do mês de Abril, poderá ocorrer a primeira paralisação de todo o sistema de educação em Angola.

A direcção provincial da Educação de Luanda respondeu hoje ao movimento descrevendo sem motivos "que bastem" as preocupações apresentadas pelos professores na capital angolana. Os professores ameaçam iniciar uma greve motivada, nomeadamente, por questões pendentes como os subsídios de coordenação e o aumento salarial.

Segundo a direcção provincial de Educação de Luanda estas alíneas já estão "equacionadas", mas condicionadas à actual crise económica e financeira que Angola enfrenta.

Reagindo à recente exoneração de Adão do Nascimento, ministro do ensino superior, Carlinhos Zassala, secretário do sindicato SINPES para Luanda e Bengo, considera que a atitude que teve para com os professores poderá ter jogado contra ele.

Carlinhos Zassala, secretário do sindicato SINPES para Luanda e Bengo

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