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eleições gerais angolanas 2017

Angola: clima de controvérsia a 10 dias das eleições

Palácio presidencial, em Luanda
Palácio presidencial, em Luanda LUSA
Texto por: RFI
4 min

Uma série de problemas inerentes à organização e à preparação das eleições gerais de 23 de Agosto, nomeadamente a ausência de nomes de eleitores nos cadernos eleitorais assim como acusações de intolerância política, tem estado na origem de críticas por parte da oposição e de membros da sociedade civil.

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A dez dias das eleições gerais de 23 de Agosto, o processo de organização e preparação do pleito tem encontrado problemas. Para além da ausência de nomes de eleitores nos cadernos eleitorais publicados, foi igualmente denunciada a eventual deslocação de eleitores para Assembleias de voto distantes das suas zonas de residência assim como o não levantamento de mais de 80.000 cartões de cidadãos que actualizaram os seus registros. Essas falhas preocupam os concorrentes da oposição e a sociedade civil.

A UNITA, o maior partido da oposição, não descarta realizar manifestações para exigir a transparência das eleições cuja campanha eleitoral registou vários “actos de intolerância política” que terão envolvido militantes do partido governante, o MPLA.

Do seu lado, o cabeça-de-lista da Aliança Patriótica Nacional (APN), Quintino Moreira, denunciou também “actos de intolerância política”, protagonizados alegadamente por militantes da UNITA, na província do Zaire, onde desenvolve acções políticas.

No intuito de pacificar as eleições, o ministério do interior angolano anunciou a proibição da realização de manifestações públicas durante a campanha eleitoral depois dos sindicatos e dos professores do ensino geral terem programado manifestações esta semana e as associações terem anunciado a realização de actos públicos para revindicar eleições livres e transparentes.

Entretanto, devem tomar posse hoje os membros do conselho directivo da ERCA, a Entidade Reguladora da Comunicação Social, dominada pelo partido governante.

A ERCA é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial. O seu Conselho Directivo é um orgão colegial responsável pela definição e implementação da actividade reguladora e de supervisão da comunicação social.

Ouça o relato de Avelino Miguel, o nosso correspondente em Luanda.

Correspondência de Luanda por Avelino Miguel

 

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