Angola

Angola reduz executivo e afasta chefe da diplomacia

Presidente de Angola, João Lourenço. Palácio Presidencial, Luanda. 8/01/2018.
Presidente de Angola, João Lourenço. Palácio Presidencial, Luanda. 8/01/2018. AMPE ROGERIO / AFP

O chefe de Estado João Lourenço remodelou o governo angolano que passa de 28 para 21 ministérios. Nesta dança de cadeiras, a grande surpresa foi a saída de Manuel Augusto do cargo de ministro das Relações Exteriores, pasta que passa a ser ocupada pelo até então secretário das Relações Exteriores de Angola, Tete António.

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No total foram exonerados 17 ministros, 24 secretários de Estado, o secretário do Presidente da República para os Assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares e o diretor do Gabinete de Acção Psicológica e Informação da Casa de Segurança do Presidente da República.

Nesta dança de cadeiras, a grande surpresa foi a saída de Manuel Augusto do cargo de ministro das Relações Exteriores, pasta que passa a ser assumida por Tete António, até então secretário das Relações Exteriores de Angola.

Em declarações à agência de notícias Lusa, o professor universitário Herlander Napoleão, disse que a substituição de Manuel Augusto foi uma surpresa muito grande, lembrando que os dois homens tinham uma grande relação. Em causa, admite o analista, poderão estar vários diferendos que o país passou, nomeadamente o Luanda Leak's e também o caso do engenheiro Manuel Vicente, antigo vice-presidente angolano.

Adjany Costa na Cultura, Turismo e Ambiente

Outra novidade, neste novo e reduzido executivo, foi a indicação de Adjany Costa para o super-ministério que junta Cultura, Turismo e Ambiente. A bióloga foi distinguida, no ano passado, com o prémio "Jovens Campeões da Terra" instituído pelas Nações Unidas a favor de activistas da protecção do meio ambiente com idades entre os 18 e os 30 anos.

O novo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social ficará a cargo de Manuel Gomes da Conceição Homem. Caberá a João Ernesto dos Santos, até agora ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, assumir o novo departamento da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria.

Adão de Almeida foi apontado para o cargo de ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República.

O novo ministério da Agricultura e Pescas passa a ser conduzido por António Francisco de Assis e Vítor Fernandes assume o  super-ministério da Indústria e Comércio.

Diamantino Pedro Azevedo, ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, que junta o Gás ao seu departamento, e Manuel Tavares de Almeida, ministro da Construção e Obras Públicas, agora responsável pelas Obras Públicas e Ordenamento do Território, mantém as pastas.

Partidos da oposição reagem à remodelação do executivo

A UNITA, maior partido da oposição em Angola, reconheceu que a remodelação do executivo angolano é profunda, todavia considera que esta mudança revela “insegurança” e deixa de fora a economia que é o sector estratégico do país.

Também o Partido de Renovação Social PRS referiu que a redução e remodelação do executivo angolano “não traz grandes soluções” face ao momento económico que o país vive.

O líder da CASA-CE defendeu que se trata de uma remodelação "acertada" tendo em conta as dificuldades financeiras do país. A mesma posição foi demonstrada pelo FNLA admitindo, porém que apesar das mudanças o sistema continua a ser "o mesmo".

 

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