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Angola/BPC

Angola: governo injecta 413 milhões de euros para evitar falência do BPC

Logótipo do Banco de Poupança e Crédito de Angola em situação crítica desde 2016 e em risco de falência.
Logótipo do Banco de Poupança e Crédito de Angola em situação crítica desde 2016 e em risco de falência. BPC
Texto por: RFI
2 min

O BPC, maior banco comercial público angolano, encontra-se em condições económicas criticas desde 2016 e o governo determinou o seu resgate antecipado no valor de 413 milhões de euros (275,3 mil milhões de kwanzas reembolsáveis pela emissão de Obrigações do Tesouro.

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O Banco de Poupança e Crédito - BPC - o maior banco comercial público angolano, encontra-se em condições criticas e se não forem tomadas medidas urgentes, pode colapsar devido à conjuntura económica que o país atravessa, advertiu Vera Dalves, ministra das Finanças.

No quadro do Plano de Reestruturação, a instituição bancária começou com um processo de despedimento de 1.600 trabalhadores e o encerramento de mais de cinquenta agências em todo país.

André Lopes, presidente do Conselho de Administração do BPC, já havia confirmado que o banco estava em falência técnica, mas para tirar o banco da crise que atravessa desde 2016, foi necessário despedir trabalhadores e fechar agências.

Ainda assim, Vera Dalves admitiu que o banco é relevante para economia angolana, no entanto, a sua condição financeira é critica e pode levá-lo a colapsar, daí que estejam ser tomadas algumas medidas de contenção.

Porém, a ministra das Finanças reconhece que, em caso de colapso do Banco de Poupança e Crédito, tal implicaria a perda de cinco mil postos de trabalho.

"...o BPC é um banco sistemicamente  relevante, numa condição financeira crítica, que pode levá-lo ao colapso, se o BPC colapsar implica a perda de emprego por parte de cerca de 5 mil trabalhadores e impacto directo no sistema financeiro nacional porque é um banco sistemicamente relevante".

A governante assegurou que estão a ser gizadas medidas para evitar a falência, sem recurso de injecção de verbas, até, porque o Estado não tem capacidade de injectar dinheiro fresco, como restruturar a carteira de obrigações de crédito e sanear o banco, recorrendo a créditos e redimensiona-lo para sua sustentabilidade a médio e longo prazo.

Para salvaguardar os interesses dos dispensados, a titular das Finanças garante que o BPC vai indemnizar e dar crédito à iniciativa empresarial, bem como usar os trabalhadores que têm mais experiência, como correspondentes empresariais nos locais onde uma agência deixou de existir.

Em abril deste ano, o Banco de Poupança e Crédito foi alvo de um novo roubo interno de mais de 400 milhões de kwanzas.

Desde 2008, segundo o blog Maka Angola, uma rede de supostos técnicos da Direcção de Tecnologias de Informação do BPC tem vindo a instituir um sistema de injecção de elevados montantes em dinheiro em contas particulares de altos funcionários públicos, sem que para o efeito, estes tenham quaisquer depósitos ou créditos afins.

 

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