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#Angola/IURD

Angola: PGR ordena fecho de templos da IURD

Igreja Universal do Reino de Deus, Luanda. 14 de Novembro de 2012.
Igreja Universal do Reino de Deus, Luanda. 14 de Novembro de 2012. AFP - ESTELLE MAUSSION
Texto por: RFI
5 min

A Procuradoria-Geral da República de Angola ordenou o encerramento dos templos da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola. A PGR vai abrir uma queixa-crime contra a IURD em Angola, na sequência das investigações em curso. Na acusação, pesam crimes de fraude fiscal, abuso de confiança, branqueamento de capitais e associação criminosa.

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A Procuradoria-Geral da República de Angola ordenou o encerramento dos templos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola, cujo processo começou, esta sexta-feira, em Luanda. A PGR vai abrir uma queixa-crime contra a IURD e na acusação pesam crimes de fraude fiscal, abuso de confiança, branqueamento de capitais e associação criminosa.

Álvaro João, porta-voz da PGR, admitiu que a queixa será feita no âmbito de um processo que corre os seus trâmites legais, resultado de uma denúncia feita por um grupo de pastores angolanos.  Neste processo foram apreendidos vários templos pertencentes à Igreja Universal do Reino de Deus em Angola.

As catedrais apreendidas são do Alvalade, do Maculusso (sede), da FTU, do Cazenga, de Viana, do Morro Bento, do bairro Lar do Patriota e do Talatona, em Luanda.A par dos templos da IURD, as contas bancárias da IURD domiciliadas nos bancos Banco Sol e BIC foram bloqueadas pela justiça angolana, confirmou uma fonte da IURD.

Recorde-se que a organização religiosa conta com uma Comissão de Reforma em Angola. Em finais de Julho, a Comissão de Reforma da IURD angolana destituiu a direcção e elegeu novos membros, acabando também com serviços dos missionários brasileiros. As decisões foram publicadas numa acta que a IURD Angola diz ser ilícita.

A tensão interna na IURD em Angola arrasta-se desde Novembro, quando um grupo de bispos e pastores angolanos rompeu com a direcção brasileira do bispo Edir Macedo, por alegadas práticas de evasão de divisas, vasectomia e a venda de mais de metade do património da igreja, e agravou-se em Junho com a tomada do controlo da maioria dos templos pelos dissidentes. 

O conflito levou à abertura de processos-crime na PGR de Angola e subiu à esfera diplomática, com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro a pedir ao seu homólogo, João Lourenço, garantias de protecção dos pastores brasileiros e do património da Igreja. O chefe de Estado angolano prometeu um “tratamento adequado” do assunto na justiça.

De acordo com o Diário da República de 24 de Julho, a Comissão de Reforma da IURD Angola decidiu destituir o corpo de direcção da IURD Angola, liderada pelo bispo Honorilton Gonçalves, “por violação sistemática dos estatutos e direitos dos membros da IURD em Angola”.

A IURD Angola conta, actualmente, com 512 pastores, dos quais 419 angolanos, 65 brasileiros, 24 moçambicanos e quatro são-tomenses.

A 17 de Julho de 1992, através do Diário da República I Série nº 28, era reconhecida, oficialmente, a Igreja Universal do Reino de Deus em Angola.

Oiça aqui a reportagem de Francisco Paulo:

Correspondência de Angola, 14/8/2020

 

 

 

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