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Angola

Angola antecipa poupanças de 6 mil milhões de Dólares até 2023 depois de alívio da dívida

Luanda. 13 de Novembro de 2018.
Luanda. 13 de Novembro de 2018. Rodger BOSCH / AFP
Texto por: RFI
4 min

A ministra angolana das Finanças, Vera Daves, afirmou esta sexta-feira que as iniciativas para o alívio da dívida negociadas no âmbito do G20 se deverão traduzir numa poupança de seis mil milhões de dólares até 2023. Vera Daves falava numa conferência de imprensa, em Luanda, dois dias após o anúncio da terceira revisão do programa de financiamento do FMI, em que foi aprovado um adicional de mil milhões de dólares, elevando o total do programa para quase 4,5 mil milhões de dólares.

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"A decisão do conselho de administração permite um desembolso imediato de mil milhões de dólares para Angola e um aumento de cerca de 765 milhões de dólares até ao fim do programa", para quase 4,5 mil milhões de dólares, anunciou na quarta-feira o FMI recordando ainda que “a economia de Angola foi duramente atingida por um choque multifacetado com origem na pandemia de covid-19 e no declínio dos preços do petróleo", mas que apesar destas circunstâncias “as autoridades angolanas adoptaram medidas atempadas para lidar com os desafios e continuam firmemente empenhadas" na implementação dos seus compromissos.

Expressando-se hoje sobre as implicações deste novo compromisso com o FMI, a ministra Vera Daves indicou que para além dos 500 milhões dólares inicialmente previstos, Angola iria ainda receber mais 500 e "no fim da Quarta Avaliação, vamos receber o remanescente, correndo tudo bem, receberemos mais 765 milhões de dólares” referiu a ministra.

Ao agradecer o “movimento” dos credores internacionais que se solidarizaram com o Governo angolano num contexto dificultado pela crise da covid-19, Vera Daves estimou que graças ao somatório das iniciativas dentro do G20, o país vai poupar cerca de 6 mil milhões de dólares até 2023. “Naturalmente é um número que nos entusiasma, mas não podemos ficar demasiado eufóricos porque a situação das contas públicas continua delicada” sublinhou contudo Vera Daves acrescentando ainda que Luanda conta “não só continuar a honrar o serviço da dívida, mas ter um reforço para o combate” à pandemia de covid-19.

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