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Angola

Angola: principal suspeito do caso "900 milhões" em prisão preventiva

No quadro das investigações em curso, investigadores do Ministério Público estiveram na sede da petrolífera Sonangol, a principal accionista na criação da seguradora AAA que serviu de ponte para o alegado desvio milionário.
No quadro das investigações em curso, investigadores do Ministério Público estiveram na sede da petrolífera Sonangol, a principal accionista na criação da seguradora AAA que serviu de ponte para o alegado desvio milionário. REUTERS/Siphiwe Sibeko
Texto por: Avelino Miguel
3 min

O empresário angolano Carlos São Vicente está desde ontem em prisão preventiva na cadeia de Viana, em Luanda. Em causa está uma investigação que envolve uma conta bancária do empresário congelada na Suíça, por suspeitas de lavagem de dinheiro com cerca de 900 milhões de dólares.

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O caso dos "900 milhões" de dólares alegadamente desviados para a Suíça pelo empresário Carlos São Vicente, em prisão preventiva numa cadeia de Luanda, continua a animar o debate político em Angola.

Entre os fundamentos do Ministério Público para a prisão preventiva do esposo da filha do primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto, constituído arguido constam o perigo de fuga e perturbação das investigações.

No processo de Carlos São Vicente, são referenciados indícios de crimes de peculato, recebimento indevido de vantagem, corrupção, participação económica em negócio e tráfico de influências.

No quadro das investigações em curso, investigadores do Ministério Público estiveram na sede da petrolífera Sonangol, a principal accionista na criação da seguradora AAA que serviu de ponte para o alegado desvio milionário.

Por outro lado, as autoridades judiciais ordenaram igualmente a apreensão de edifícios afectos ao grupo AAA que pertencem ao empresário, designadamente os hotéis IU e IKA espalhados pelo país e o edifício IRCA, situado na capital angolana.

No final da semana passada, de acordo com fontes da PGR, foi solicitado o congelamento de contas e apreensão de bens da esposa do empresário, Irene Neto, as autoridades angolanas tendo transmitido cartas rogatórias a Portugal e ao Luxemburgo no sentido de pedir a colaboração dos seus respectivos aparelhos judiciais neste dossier. Ainda segundo fontes do Ministério Público Angolano, altos dirigentes da Sonangol poderiam ser envolvidos no processo.

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