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Angola: Jornalista da Rádio Despertar constituído arguido

Rádio Despertar. Angola.
Rádio Despertar. Angola. © https://www.facebook.com/DESPERTARRADIOANGOLA/

O jornalista da Rádio Despertar em Angola detido na quarta-feira já está em liberdade, mas com termo de identidade e residência. Jorge Mendes Manuel foi constituído arguido e aguarda julgamento. O presidente do Sindicato de Jornalistas de Angola, Teixeira Cândido, disse à RFI que, até ao momento, não sabe ao certo quais são as acusações que pesam sobre o jornalista. 

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O jornalista da Rádio Despertar detido na quarta-feira já está em liberdade, mas com termo de identidade e residência. Jorge Mendes Manuel foi constituído arguido e aguarda julgamento. A informação foi confirmada à RFI pelo presidente do Sindicato de Angola, Teixeira Cândido, que diz estar a acompanhar a situação.

“O jornalista foi constituído arguido, ele está neste momento em liberdade, na medida em que o Procurador da causa determinou a medida de coação, que é termo de identidade e residência, e aguarda julgamento”, explicou.    

O jornalista da Rádio Despertar foi detido quando estava a cobrir a demolição de casas no município do Cacuaco, uma versão contrariada pela polícia que o acusa de estar entre os cidadãos que estavam a invadir terras.

Teixeira Cândido afirma que, até ao momento, o sindicato não sabe ao certo quais são as acusações que pesam sobre Jorge Mendes Manuel. 

“Nós sindicato não sabemos ao certo o que é que pesa sobre ele [jornalista], as informações são contraditórias. Inicialmente a polícia dizia que o nosso colega foi encontrado entre os cidadãos que supostamente estavam a invadir terras, o certo é que o colega diz que estava em exercício de funções. A direcção da Rádio Despertar também diz que ele estava no exercício das funções e uma terceira testemunha, que também esteve detida, disse que presenciou a conversa do jornalista com o responsável da operação no local e que ele se identificou como jornalista que estava no exercício da sua atividade. Mas, infelizmente, não acreditaram nele porque lhe pediram material da reportagem e ele disse que não tinha porque estava a iniciar a actividade”, detalhou Teixeira Candido.

O presidente do Sindicato de Jornalistas de Angola disse que resta agora aguardar pelo julgamento “vamos lá ver em sede de julgamento qual é a força que tem o argumento da acusação”

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