Angola/greve

Professores angolanos em greve para exigir melhores salários

Sindicatos da educação em greve para exigir melhores salários, 22 de Abril de 2021.
Sindicatos da educação em greve para exigir melhores salários, 22 de Abril de 2021. © LUSA

Em Angola, os professores de vários subsistemas de ensino iniciaram esta quinta-feira, 22 de Abril, uma vaga de greve nacional em instituições públicas e privadas. Os sindicatos exigem resolução dos problemas que afectam a classe.

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O Sindicato Nacional de Professores do Ensino e Trabalhadores do Ensino não Universitário, começou esta manhã, uma greve em várias fases para ver respondidas as suas reivindicações pela entidade patronal.

Avelino Calunga, presidente do Sinptenu, refere que a paralisação tem que ver com a falta de resposta do Ministério da Educação que insiste em ignorar os problemas dos professores e dos trabalhadores do sector da Educação. 

“A não promoção de categorias a um grau para todos os agentes da educação, cuja transição para ajustamento de perfil foi feita até ao ano de 2019, e a não fixação de prazo para tabela de actualização da massa salarial”, disse o líder do Sinptenu.  

O sindicalista lamenta que os actuais salários já não respondam às preocupações da classe, devido à crise económica e financeira, que assola o país de nos últimos seis anos.

O primeiro período da greve do Sinptenu vai de 22 a 27 deste mês, o segundo de 24 a 27 de Maio e o terceiro e último de 14 de Junho a 2 de Julho próximo.

“Ministério não responde ao caderno”

Quem também vai entrar em greve, mas na próxima semana é o Sindicato Nacional de Professores (SINPROF), que reclama melhores condições laborais e promoções de carreira.  

Segundo Admar Jinguma, secretário-geral do SINPROF, há dois anos que os professores esperam por uma resposta sobre o caderno reivindicativo que repousa para já no Ministério da Educação.

O sindicalista faz saber que do rol de reivindicações da classe docente constam os métodos de promoção, o subsídio de isolamento e a generalização da merenda escolar em todos os subsistemas de ensino no país.

“Nós na verdade estamos a reclamar dez questões que constam no caderno reivindicativo, que apresentamos ao Ministério da Educação ainda em Outubro de 2019. Estamos a reclamar promoções em função do tempo de serviço, um subsídio de periferia ou de isolamento para zonas mais afastadas e a questão da generalização da merenda escolar”, recordou o professor Admar Jinguma.

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