#Angola/Covid-19

Hospitais angolanos sob pressão devido à covid-19

Sílvia Lutucuta, ministra angolana da Saúde, atenta ao processo de vacinação.
Sílvia Lutucuta, ministra angolana da Saúde, atenta ao processo de vacinação. © rfi/Francisco Paulo

O crescimento exponencial de infecções, agravado diariamente pelas variantes inglesa e sul-africana, demonstrou a fragilidade do sistema de saúde dos hospitais públicos e privados em Angola. 

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A ministra angolana da Saúde, Sílvia Lutucuta, acredita que o relaxamento das medidas de prevenção contra a covid-19 está na base do rápido aumento de casos, criando pressão nos hospitais públicos e privados. 

A governante referiu que a saturação até já é visível nos centros de tratamento do sector privado e quer evitar “uma situação de colapso”. Nesse intuito, as  autoridades podem vir apertar ainda mais as medidas restritivas para travar a propagação de novos casos e das variantes inglesa e sul-africana.

Com o aumento de casos, já estamos a sentir uma pressão nos centros de tratamento do sector privado. Também alguns dos centros públicos já estão a ser pressionados, aqueles que estão ligados aos hospitais, porque os nossos profissionais vão chegar à exaustão e nós vamos ter que parar. Vamos ter que recuar mais  nas medidas. Vamos é querer não usar as camas que temos - e que são muitas na Zona Económica Especial - para não entrarmos numa situação de colapso”, advertiu Sílvia Lutucuta.

Na semana passada, as autoridades sanitárias reforçaram e apertaram as medidas sanitárias ao suspender a entrada de cidadãos não residentes vindos da Índia e do Brasil.  

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, Angola registou quase 29 mil casos de covid-19 e 633 pessoas morreram.

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