Angola/Chade

Angola vai continuar a apoiar a estabilidade no Chade

Mahamat Idriss Déby em Luanda a 2 de Junho de 2021.
Mahamat Idriss Déby em Luanda a 2 de Junho de 2021. AFP - OSVALDO SILVA

Angola “tem todo interesse” em apoiar a estabilidade no Chade. As garantias foram dadas pelo chefe da diplomacia angolana, Téte António, no final do encontro, esta quarta-feira, entre o Presidente do Conselho Militar de Transição da República do Chade, Mahamat Idriss Déby, e o Presidente angolano, João Lourenço.

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O ministro das Relações Exteriores de Angola,Téte António, garantiu que Angola vai apoiar a estabilidade no Chade, salientado que o Chade é uma “barreira” para a região da África Central. 

“Um Chade instável seria um ponto de partida para uma desestabilização da nossa região, pelo que nós temos exprimido o nosso apoio na estabilidade do Chade”, explicou. 

O Presidente angolano, João Lourenço, recebeu, esta quarta-feira, o Presidente do Conselho Militar de Transição da República do Chade, Mahamat Idriss Déby. 

O chefe da diplomacia angolana reconheceu que a cooperação entre os dois países é “exemplar”, nomeadamente no sector da pecuária.

O Chade está a ajudar Angola no sentido de participar no repovoamento da população bovina”, acrescentou.

Mahamat Idriss Déby dirige o Conselho Militar de Transição no Chade, formado depois da morte do seu pai, Idriss Déby Itno, a 20 de Abril, oficialmente como resultado de ferimentos sofridos durante os combates com os rebeldes.

O Conselho Militar de Transição dissolveu a Assembleia Nacional e o governo e revogou a Constituição, tendo proclamado Mahamat Idriss Déby como Presidente da República por um período "transitório" de 18 meses. Depois, estão prometidas "eleições livres e transparentes".

Idriss Déby Itno era um forte aliado do Ocidente na luta contra o jihadismo no Sahel e governou o Chade com punho de ferro desde que derrubou Hissène Habré, em 1991, através de um golpe de Estado.

João Lourenço é o Presidente em exercício da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos, que junta Angola, Burundi, República Centro-Africana, Congo, República Democrática do Congo, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

No domingo, 30 de Maio, o governo do Chade acusou o exército da República Centro-Africana de ter morto um soldado e de ter raptado e executado cinco militares durante um ataque contra um posto militar chadiano, afirmando tratar-se de um "crime de guerra". Esta terça-feira, foi publicado um comunicado conjunto em que o Chade e a RCA pedem às Nações Unidas e à União Africana para investigar o incidente.

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