Angola/Sociedade

Governo angolano lança programa de merenda escolar no sul do país

O executivo angolano chefiado pelo Presidente João Lourenço, decidiu criar um programa de merenda escolara no sul de Angola, de forma a combater o abandono das escolas  pelas crianças, motivado pela fome e a seca que assola a citada região
O executivo angolano chefiado pelo Presidente João Lourenço, decidiu criar um programa de merenda escolara no sul de Angola, de forma a combater o abandono das escolas pelas crianças, motivado pela fome e a seca que assola a citada região AFP/Archivos

O abandono por alunos das escolas no sul de Angola, por causa da seca e da fome, continua a preocupar as autoridades, que lançaram um projecto de reforço à merenda escolar para travar o fenómeno. 

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A região está a braços, já há alguns meses, com uma “crise alimentar” motivada pela estiagem.  

Os Ministérios da Educação e da Acção Social, Família e Promoção da Mulher vão “engordar” o programa da merenda escolar no sul de Angola, para evitar a desistência de alunos.   

Na óptica da directora Nacional para Educação Pré-Escolar e Primário do Ministério da Educação,Soraya Kalonguela, a medida tem como propósito reduzir o abandono escolar de alunos, devido à fome e à seca.

Kalonguela justifica, ainda, o reforço do projecto no sul de Angola, com implementação de campanhas que possam atrair os estudantes a darem continuidade a sua formação.

Além disso, a responsável  sublinhou que haverá mais apoio financeiro às administrações municipais para ampliação de escolas, de forma a que mais crianças beneficiem do programa de merenda escolar.

Para além destes recursos financeiros alocados aos municípios, também, o Governo, através do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher o Ministério da Educação, haverá mais apoios para aumentarmos o número de escolas para termos mais crianças a beneficiar do programa da merenda escolar. Nós estamos a falar da região sul de Angola onde temos essa realidade”, enfatizou a governante.

A gestora reconheceu, por outro lado, que o fenómeno da seca continua a criar prejuízos a vários nativos das províncias do sul do país, que têm na agricultura familiar o seu recurso para sobrevivência.  

Ouça aqui a correspondência de Francisco Paulo:

Correspondência de Francisco Paulo. Luanda 19 09 2021

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