Paula Oliveira/ Suíça/Falsa Agressão

Paula Oliveira terá que deixar Suíça até o fim do mês

A brasileira Paula Oliveira não obteve a renovação do seu visto pelas autoridades suíças.
A brasileira Paula Oliveira não obteve a renovação do seu visto pelas autoridades suíças. Divulgação

A brasileira, condenada em um tribunal a pagar uma multa por falsa denúncia afirmou ter sido vítima de integrantes do partido de extrema direita PPP e chegou a se automutilar. Na época, o governo brasileiro chegou a preparar uma ação na ONU por ataque xenófobo.

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A brasileira Paula de Oliveira, condenada pela Justiça da Suíça em dezembro por ter mentido sobre uma suposta agressão sofrida em Zurique, terá que deixar o país europeu até o fim deste mês. Autoridades locais informaram nesta quinta-feira que a prorrogação do seu visto de permanência não foi aceita. Paula de Oliveira, 27 anos, ficou conhecida na mídia brasileira e suíça depois que se automutilou e contou à polícia que teria sido vítima de um ataque de neonazistas. Na época, ela também contou aos investigadores que estaria grávida de três meses e a agressão teria provocado um aborto.

As fotos com os ferimentos no corpo, incluindo marcas da sigla SVP, iniciais em alemão de Partido do Povo Suíço, foram divulgadas na época por seu pai. Ministros e diplomatas foram mobilizados e o governo brasileiro chegou a preparar uma ação na ONU alegando um ataque xenófobo. Até o presidente Lula fez declarações em público, dizendo que esta era uma "incrível violência contra uma mulher brasileira no exterior". Mas com o desenrolar da historia, a jovem começou a entrar em contradição em depoimentos à polícia e acabou reconhecendo a farsa.

Não houve ataque nem gravidez, Paula de Oliveira se autoflagelou. Esta foi a conclusão dos juízes de um tribunal de Zurique no último dia 16 de dezembro. A brasileira foi condenada a pagar uma multa por "falsa denúncia" de 13 mil francos suíços, cerca de 22 mil reais, e outras despesas judiciais.

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