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China/Brasil/Bric

Hu Jintao no Brasil para participar da Cúpula do Bric

Os presidentes do Brasil e da China voltam a se encontrar em reunião do Bric, em Brásilia.
Os presidentes do Brasil e da China voltam a se encontrar em reunião do Bric, em Brásilia. Reuters
Texto por: Adriana Moysés
3 min

O presidente da China, Hu Jintao, está a caminho do Brasil, etapa inicial de uma visita à América Latina. Ele participa no Brasil da segunda Cúpula do BRIC, grupo de potências emergentes formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China, que acontece na sexta-feira.

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Na quinta-feira, o presidente chinês participa em Brasília de um jantar oferecido pelo presidente Lula e que vai reunir os líderes do BRIC e do IBAS. O IBAS, Fórum de diálogo integrado pela Índia, Brasil e África do Sul, também tem encontro de cúpula marcado no Brasil, nesta quinta-feira. Depois do Brasil, Hu Jintao segue para a Venezuela e Chile.

A visita do líder chinês Hu Jintao à América Latina fortalece a aproximação entre duas regiões do mundo com economias em franca expansão e ainda por cima complementares. A China, gigante asiático de 3 bilhões de habitantes, é carente de matérias-primas, energia e alimentos que encontra em abundância nos parceiros latino-americanos.

Um relatório publicado nessa terça-feira pela Comissão Econômica para a América Latina da ONU, a Cepal, mostra que as exportações latino-americanas para a China aumentaram 26% em dez anos, contra volume de importações chinesas de 27% no mesmo período. Em 2008, a China já era o terceiro parceiro comercial da América Latina, com trocas de 140 bilhões de dólares.

A recessão do ano passado nos Estados Unidos e na União Europeia acelerou ainda mais os negócios entre empresários chineses e latino-americanos. Em 2009, a China se tornou o maior mercado comercial para o Brasil, atrás dos Estados Unidos. Mas os economistas notam um desequilíbrio que merece ser ajustado nos próximos anos: o nível dos investimentos chineses na região é baixo, em comparação com as trocas comerciais.

Um estudo da OCDE recomenda que a América Latina defina uma estratégia unificada com projetos nas áreas de infraestrutura, logística e novas tecnologias para absorver a demanda chinesa de investimentos.
 

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