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Brasil/eleições

Para brasilianista, faltam idéias novas aos candidatos

O brazilianista Albert Fishlow, da Universidade Columbia, de Nova York.
O brazilianista Albert Fishlow, da Universidade Columbia, de Nova York. D.R
Texto por: RFI
7 min

Enquanto o aborto e temas como religião e casamento gay dominam as discussões do segundo turno no Brasil, o brasilianista Albert Fishlow, diz que no exterior a preocupação está voltada para os rumos econômicos do país. Além disso, para Fishlow, esse rumo do segundo turno é consequência da falta de um plano de governo de ambos os candidatos.

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Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington 

Há pouco mais de uma semana para as eleições, a campanha dos candidatos a presidência do Brasil pega fogo dentro do país, com temas polêmicos como aborto, casamento gay e religão dominando as discussões no segundo turno. Para Albert Fishlow, diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Columbia, em Nova York, o rumo que as campanhas tomaram é visto como uma consequência da falta de um plano de governo dos candidatos José Serra e Dilma Roussef.

Albert Fishlow , diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Columbia, Nova York

O professor Albert Fishlow, que lança no próximo mês o livro “O Novo Brasil”, explica que no cenário internacional, a discussão não ganhou o mesmo peso. A principal preocupação para quem está fora do Brasil é saber como o próximo governo vai agir em relação às políticas econômica e externa. Para o brasilianista, o importante é o país manter o “crescimento e um desenvolvimento mais igualitário, com mais educação para todos, pois isso representa é o futuro e o potencial do Brasil”. Fishlow insiste que a continuidade de certas políticas – que vem desde o governo Fernando Henrique – é fundamental para que o Brasil supere a fama de sempre ser o “país do futuro” e realmente se firme como um país que desempenha um papel central no mundo de hoje.

Mas o crescimento da economia brasileira e a maior projeção do país internacionalmente poderá gerar mais conflitos nas relações bilaterais com os Estados Unidos, independente de quem ganhe as eleições. O professor lembra que os Estados Unidos não se manifestaram em relação as eleições brasileiras. “De fato houve um período em que a relação entre Lula e Obama estava muito boa, mas isso foi afetado pelas questões envolvendo o Irã, Honduras e Chávez.”, diz Fishlow. O professor não acredita em uma grande mudança nas relações entre Washington e Brasília, seja quem for o ganhador das eleições.

 

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