Brasil/Estados Unidos

Tensão na Líbia é assunto em reunião sobre visita de Obama ao Brasil

O ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota com a secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton, em Washington, nesta quarta-feira.
O ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota com a secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton, em Washington, nesta quarta-feira. REUTERS/Jim Young
Texto por: RFI
3 min

As tensões na Líbia acabaram ganhando atenção especial durante o encontro entre o Ministro brasileiro das Relações Exteriores Antônio Patriota e a Secretária de Estado americana Hillary Clinton nesta quarta-feira, em Washington. Hillary pediu que a comunidade internacional começe a agir imediatamente para pressionar o governo da Líbia e ajudar o povo líbio.

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Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington,

“É o momento para a comunidade internacional agir junto”, disse a chefe da diplomacia Americana. Hillary Clinton informou que o governo dos Estados Unidos está encorajando todos os americanos a deixar o país africano.

O ministro Patriota afirmou que, como presidente temporário do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil defende que o assunto seja levado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Antonio Patriota disse que está muito preocupado com a situação da Líbia e com os brasileiros que estão trabalhando no país, mas está confiante de que os esforços para resgatar os brasileiros vão ser bem-sucedidos.

Visita de Obama

O principal objetivo da reunião foi preparar a visita do presidente Barack Obama ao Brasil no mês de março. Hillary lembrou que será um momento "estimulante" para as relações entre os dois países e afirmou estar contente com viagem do presidente Obama, que vai ter a oportunidade de falar diretamente com o povo brasileiro.

Washington busca melhorar as relações com o governo Dilma, depois dos atritos durante o governo Lula. Uma das divergências no ano passado, a questão iraniana, foi lembrada no encontro.

Hillary disse que Brasil e Estados Unidos têm objetivos semelhantes em relação ao Irã já que os dois países querem evitar que o governo iraniano desenvolva armas nucleares.

Patriota afirmou que o Brasil busca reduzir a desconfiança que existe entre o Irã e outros países no Conselho de Segurança da ONU.

Sobre a delicada questão de um assento permanente no Conselho, Hillary não deu sinais claros de que os Estados Unidos vão apoiar o Brasil, como fez com a Índia.

A secretária de Estado se limitou a dizer que admira a aspiração brasileira de ter uma vaga permanente e defendeu um diálogo "construtivo" sobre este tema durante a visita do presidente Obama ao Brasil.

O ministro brasileiro disse que a posição de Hillary sobre uma mudança no Conselho de Segurança foi positiva.

"Nós gostaríamos de ver os Estados Unidos se engajando na reforma do Conselho de Segurança que incluísse novos membros permanentes, em particular novos membros permanentes do mundo em desenvolvimento. E acho que na medida em que há um apreço pela contribuição que o Brasil tem dado ao trabalho do Conselho de Segurança, nós estamos muito bem posicionados aqui", afirmou.

 

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