Brasil/EUA

Obama quer aprofundar relação com o Brasil

Barack Obama desembarca no próximo sábado no Brasil, primeira etapa de seu giro latino-americano.
Barack Obama desembarca no próximo sábado no Brasil, primeira etapa de seu giro latino-americano. Reuters

Há poucos dias da visita do presidente Barack Obama ao Brasil, Washington se agita para tentar antecipar os principais pontos que serão discutidos entre o presidente americano e a presidente brasileira Dilma Rousseff.

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A agenda da visita do presidente Barack Obama no Brasil é carregada. No sábado, em Brasília, Obama se reúne com a presidente Dilma na tentativa de aprofundar e fortalecer a relação entre os dois países tanto a nível bilateral, quanto global. Economia, comércio e investimentos vão dominar a pauta neste dia. Depois do encontro oficial, Obama se reúne com empresários brasileiros e americanos.

O domingo no Rio de Janeiro começa mais leve com um passeio ao principal cartão postal brasileiro, o Cristo Redentor. Em seguida, Obama faz um discurso ao povo brasileiro sobre o novo papel do país no cenário mundial. O presidente americano também deve falar de temas como democracia, diversidade cultural e inclusão social, assuntos em que os dois países compartilham interesses.

A paz global é outro assunto que vai fazer parte importante da agenda de discussão. Daniel Restrepo, conselheiro da Casa Branca sobre assuntos da América Latina, contou nesta quarta-feira durante um fórum sobre a viagem de Obama ao Brasil, que “há uma disposição real para seguir em frente com o Brasil e fazer o que for possível, como parceiros, para avançar a paz global e a segurança”.

Com a crise em alguns países árabes, este assunto deve ganhar importância durante a viagem. O Brasil deve aproveitar esta chance para mostrar que já mudou algumas atitudes em relação a certas políticas externas, o que agrada aos Estados Unidos. Como representante temporário do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o governo brasileiro votou a favor de sanções contra a Líbia. No ano passado, o país votou contra sanções ao Irã.

O Brasil quer o apoio americano para conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança. De acordo com o representante da Casa Branca, não há dúvidas de que o assunto vai ser discutido entre os dois presidentes. “Nós entendemos a aspiração do Brasil”, falou. Restrepo disse também que há uma expectativa muito positiva da parte do presidente Obama sobre esta viagem e a possibilidade de aprofundar as relações entre Brasil e Estados Unidos.

América Latina

O secretário-assistente para assuntos do continente americano do Departamento de Estado, Arturo Valenzuela, lembrou nesta quarta-feira que a América Latina mudou muito e por isto o presidente Obama vai lidar de outra maneira com a região.

“O mais importante é que eles querem ser mais competitivos na economia global”, afirmou. Para ele, os países latinos desejam manter um diálogo sobre tecnologia, inovação e educação.

Do Brasil, Obama segue para o Chile, onde vai fazer um grande discurso sobre a América Latina. Depois, ele faz escala em El Salvador para falar sobretudo de imigração.

Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington

 

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