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AF447/pilotos

Comandante do voo AF447 respeitou normas das agências de aviação, diz Sindicato

Operação de resgate dos destroços do voo AF-447
Operação de resgate dos destroços do voo AF-447 http://www.bea.aero/fr
Texto por: Taíssa Stivanin
2 min

O SNPL, Sindicato Majoritário dos Pilotos da Air France, divulgou um comunicado nesta segunda-feira criticando as informações publicadas na imprensa europeia neste fim-de-semana sobre o voo AF447. De acordo com o jornal alemão Der Spiegel, citando uma fonte ligada às investigações, o comandante de bordo não estaria presente no cockpit nos minutos que precederam a queda da aeronave, o que poderia ter contribuído para o acidente.

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O Sindicato francês condena as conclusões precipitadas e lembra que as informações contidas nas caixas-pretas dos dois equipamentos, encontradas no início de maio, ainda não foram validadas. De acordo com o texto do comunicado, a eventual ausência do comandante de bordo na cabine quando o avião atinge a velocidade de cruzeiro é um procedimento normal, e segue as regras internacionais das agências de aviação.

O Sindicato francês, em seu comunicado, também lembra que os "pilotos e co-pilotos possuem as mesmas competências técnicas e qualificações." Em um voo de longa duração, diz o texto, um piloto extra é obrigatoriamente convocado para que cada membro da tripulação possa descansar em algum momento, o que foi aparentemente o caso na tragédia do AF447. Para evitar problemas em caso de pane, os pilotos também seguem diversas orientações, além do repouso. Uma delas, por exemplo, recomenda que eles não comam os mesmos alimentos durante o voo. Assim, em caso de mal-estar, a situação continuará sob controle.

As gravações do CVR (Cockpit Voice Recorder), de acordo com informações que vazaram para a imprensa, indicam que o comandante Marc Dubois estava dormindo no momento da pane, e gritou instruções para os dois co-pilotos pouco antes da catástrofe. Em seguida, as sondas Pitot, que medem a velocidade do avião, e congelaram, teriam enviado mensagens erradas para os computadores de bordo, ocasionando uma perda de sustentação fatal, conhecida como ‘deep stall’ no meio da aviação. Essa tese, entretanto, ainda não foi validada. Segundo uma fonte ligada às investigações ouvida pela RFI, os dados ainda estão em estado bruto, e o cruzamento das informações, como em uma equação, pode revelar resultados bem diferentes.

Famílias denunciam rumores

As associações francesa, italiana e alemã dos familiares das vítimas do voo 447 enviaram uma carta nesta segunda-feira ao primeiro-ministro francês François Fillon, denunciando a "maneira caótica" como vem sendo conduzida a investigação técnica e o vazamento de informações "que beneficiam empresas indiciadas", no caso, a Airbus. Os parentes dos passageiros também se dizem indignados com a divulgação "de informações que deveriam continuar confidenciais", e denunciam  "o caráter discriminatório desta situação, já que as famílias das vítimas não tem nenhuma representatividade no processo e são submetidas aos efeitos devastadores de tais anúncios. "

 

 

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