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Brasil/tráfico

Le Monde analisa tráfico na fronteira entre Brasil e Bolívia

Foto: Reprodução
Texto por: RFI
2 min

O jornal "Le Monde", que chegou às bancas nesta quinta-feira destaca o crescimento do tráfico em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, região fronteiriça que se tornou um ponto de passagem de cocaina, armas e pessoas com a Bolivia. Uma situação que se explica também pelo aumento do consumo pela classe média.

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O Brasil é o terceiro maior produtor de cocaína do mundo e, de acordo com a reportagem do Le Monde, o país consome por dia entre 800 quilos e 1,2 toneladas. Os dados foram divulgados em novembro pelo governo brasileiro. Corumbá tornou-se, desta forma, descreve o texto, em uma terra sem-lei, onde os criminosos do narcotráfico mantêm pelo menos 300 bocas de fumo, segundo a polícia.

Uma região que também é cercada por aeroportos miniaturas, que servem, em grande parte, para escoar a produção da droga. Em Corumbá, o preço da cocaína, descreve o Le Monde, também é atraente se comparado à Europa. Na cidade, um grama da droga pura varia entre 1 e 10 reais, um valor irrisório se comparado ao preço europeu, equivalente a 60 euros. Não é estranho, dessa forma, que comércio ilicito entre Corumbá e a pequena cidade de Puerto Quijarro, vai de vento em popa. Sem contar que a fiscalização na fronteira é precária –raramente é necessário apresentar o passaporte, descreve o Le Monde.

O desenvolvimento de um ‘mini cartel’ na região tem preocupado as autoridades, lembra o jornal, o que levou a presidente Dilma Rousseff a priorizar a segurança na região. Um plano estratégico foi adotado em junho de 2011, que prevê investimentos de 5 bilhões de euros durante um periodo de oito anos. Ele incluiu a operação Agata 6, que terminou no dia 24 de outubro, e resultou na apreensão de 3,7 toneladas de droga em Corumbá.  Mas a ofensiva do governo inibe apenas momentaneamente a crimininalidade, acreditam alguns especialistas ouvidos pelo Le Monde. Para muitos deles, falta preparo e coordenação neste combate. Mesmo assim, à espera da próxima operação, a polícia continua fazendo sua ronda cotidiana.

 

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