Brasil/ Maracanã

Em meio à polêmica, consórcio de Eike faz maior oferta por Maracanã

Grupo liderado por Eike faz maior oferta por Maracanã
Grupo liderado por Eike faz maior oferta por Maracanã Flickr/ IK's World Trip
6 min

O consórcio Maracanã S.A., formado por Odebrecht, IMX e AEG, fez a maior oferta para administrar o estádio mais emblemático do Brasil : 181,5 milhões de reais. Apesar de a concessão ser de 35 anos, serão pagas apenas 33 parcelas anuais. A proposta do grupo encabeçado pelo empresário Eike Batista foi 17% maior que a do consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio, o único concorrente. A data de divulgação do vencedor ainda não foi definida.

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Colaboração especial de Gustavo Ribeiro para RFI

Do valor do contrato à lisura do processo, a privatização da administração do Maracanã foi permeada por polêmicas. Na semana passada, o Ministério Público do Rio de Janeiro tentou sem sucesso impedir a apresentação das propostas.

Marcelo Freixo, deputado estadual do Rio de Janeiro

Em entrevista à RFI, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), um dos principais opositores da privatização, afirma que o processo implicará em prejuízos aos cofres públicos. “Desde 1999, as reformas do estádio custaram 1,7 bilhão de reais. Com a nova administração, em 35 anos, o estado vai reaver apenas 10% desse valor”, comenta o parlamentar. Ele ainda critica a demolição do Parque Aquático Julio Delamare e do Estádio de Atletismo Célio de Barros, antes considerados patrimônios culturais da cidade.

Marcelo Freixo, deputado estadual do Rio de Janeiro

Freixo também afirma que o grupo de Eike Batista teria sido favorecido na concorrência. A IMX, empresa do bilionário, foi a responsável pelo estudo de viabilidade da concessão. Para o deputado, esse envolvimento deveria impedir que ela entrasse na disputa. “Eles tiveram acesso a documentos aos quais o concorrente não teve. A meu ver, esse processo não é correto”, explica.

Régis Fitchner, secretário estadual da Casa Civil do Rio de Janeiro.

Em resposta, o secretário estadual da Casa Civil do Rio de Janeiro, Régis Fitchner, defendeu a transparência do processo e afirmou não haver qualquer ilegalidade. “A concessão está sendo realizada de acordo com a lei, que não impede a participação de uma empresa que tenha feito o estudo de viabilidade. Toda afirmação nesse sentido é absurda”, defende.

O novo Maracanã será palco da final da Copa das Confederações, daqui a dois meses, e a principal sede da Copa do Mundo de 2014.

 

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