BRASIL/EUA

Chanceler brasileiro tem reunião sobre espionagem em Washington

O ministro brasileiros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, disse que a visita aos Estados Unidos ainda não representa uma reaproximação dos dois países.
O ministro brasileiros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, disse que a visita aos Estados Unidos ainda não representa uma reaproximação dos dois países. Wilson Dias/ABr

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, se reuniu nesta quinta-feira (30) em Washington com a chefe do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, onde discutiram o escândalo de espionagem que balançou as relações entre os dois países. O chanceler também se encontrou com o representante do comércio norte-americano, Mike Froman, para falar sobre a nova lei agrícola que pode reforçar o contencioso sobre o algodão entre os dois mercados.

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Susan Rice convidou o ministro Luiz Alberto Figueiredo para explicar as reformas no sistema de coleta de dados do governo norte-americano, anunciadas pelo presidente Barack Obama há duas semanas. No entanto, o chanceler ressaltou que o encontro em Washington não significa uma reaproximação dos dois países e que os dados apresentados pela representante da Casa Branca ainda devem ser analisados pelo governo brasileiro.

Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington

As relações entre Washington e Brasília estão abaladas desde as revelações feitas no ano passado pelo ex-técnico da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, Edward Snowden, de que as autoridades norte-americanas teriam espionado vários líderes internacionais, inclusive a presidente brasileira Dilma Rousseff. O épisódio desencadeou uma série de críticas e provocou o cancelamento da visita da chefe de Estado a Casa Branca, prevista para outubro de 2013.

Agricultura

Figueiredo também se encontrou com o representante do comércio dos Estados Unidos, que o convidou para esclarecer os pontos da nova lei agrícola norte-americana. Washington prometeu que a legislação resolverá as preocupações brasileiras em relação ao contencioso do algodão na Organização Mundial do Comércio (OMC). O chefe da diplomacia afirmou que todas as opções ainda estão na mesa, inclusive a possível retaliação, com a elevação de tarifas de importação e quedas de patentes.

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