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Brasil/Copa do Mundo

FIFA não utiliza dinheiro do Brasil, diz Valcke

Manifestante posa com cartaz contra a Copa diante da polícia de São Paulo, em 13 de março
Manifestante posa com cartaz contra a Copa diante da polícia de São Paulo, em 13 de março REUTERS/Nacho Doce
Texto por: RFI
3 min

A FIFA "não utiliza dinheiro do Brasil" para a Copa do Mundo, declarou nesta quinta-feira o secretário geral da entidade, Jerôme Valcke, em resposta ao aumento da rejeição ao evento por parte dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa datada do dia 24 de fevereiro, 38% da população se opõe abertamente à Copa do Mundo de 2014, contra 10% no ano anterior. Todas as semanas, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro têm sido palco de protestos contra a Copa.

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"A FIFA não usa dinheiro público, não usa dinheiro do Brasil, exceto de parceiros comerciais brasileiros", disse o dirigente em um vídeo publicado pelo site da federação. "O que a FIFA faz é investir US$ 800 milhões no país. O custo da Copa do Mundo para a FIFA é de US$ 1,3 bilhões, em prêmios para as equipes e custos tradicionais", afirmou.

Valcke reiterou que a FIFA não pede nenhum apoio financeiro às autoridades brasileiras. "Tudo o que é gasto pelas cidades e o governo permanece no país, são infraestruturas que ficarão com o país e não partirão conosco no 14 de julho", dia seguinte à final do Mundial. De acordo com ele, o país recebe uma média de 5 milhões de turistas, mas depois dos Jogos, terá "a infraestrutura e o potencial para receber muito mais".

Legado e Obras

O dirigente forçou um pouco a barra ao dizer que a Copa do Mundo no Brasil deixará "um legado como o da Alemanha em 2006" e garantiu o compromisso social da entidade em "educar e mudar as vidas das crianças, tirá-las das ruas e dar a elas uma nova vida".

Com relação às obras, Jerôme Valcke usou Porto Alegre, "onde os arredores do estádio não são cimentados", como exemplo de instalação temporária: "São 140 mil metros quadrados, que necessitam de dois ou três meses (para serem instalados). Nós estamos a três meses do jogo de abertura e portanto, numa corrida contra o relógio. Isso vale não somente para a FIFA, mas também para o Comitê de Organização local, o governo e as cidades-sede", afirmou.
 

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