Brasil/IDH

Brasil sobe no ranking de desenvolvimento humano da ONU

Crianças do Centro de Educação  Infantil, em Brasília: educação impulsionou resultado brasileiro
Crianças do Centro de Educação Infantil, em Brasília: educação impulsionou resultado brasileiro Wilson Dias/ABr

O Brasil subiu uma posição no relatório anual do Programa da ONU para o desenvolvimento (Pnud) e agora ocupa a 79ª posição no ranking de 187 países liderado por Noruega, Austrália e Suíça. No pé da lista, estão o Níger e a Republica Democrática do Congo. O texto que acompanha o estudo elogia o Brasil como um exemplo de como evitar retrocessos em indicadores sociais.

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O estudo deste ano traz uma mudança metodológica com relação aos anteriores: ele considera os dados mais recentes disponíveis. Até a última edição, os dados que baseavam a análise tinham atraso de quase uma década, para evitar disparidades com países que não têm condições de manter uma base de informações atualizada. A revisão da metodologia era uma demanda antiga dos países em desenvolvimento, como o Brasil. Pela metodologia antiga, o Brasil ocupava a 85ª posição.

O principal motivo do avanço do país foi uma melhora na escolaridade, impulsionada por programas como o Bolsa Família e as cotas para afrodescendentes. Dentro da classificação das Nações Unidas, que divide os países pelo nível de desenvolvimento humano, o Brasil está na segunda das quatro categorias, com IDH considerado "alto".

Pobreza ao redor do mundo

O relatório apontou, no entanto, que existem mais de 2,2 bilhões de pobres ou quase pobres no mundo. Entre elas, 1,02 bilhão vivem com apenas US$ 1,25 por dia. A pobreza extrema está presente em 91 paises em desenvolvimento. O Pnud alerta que este número pode aumentar em consequência de crises financeiras, catástrofes naturais, conflitos armados e aumento do preço dos alimentos.

O documento diz que a pobreza recua, mas que essas vulnerabilidades estruturais, assim como o aumento constante das desigualdades pode ameaçar os avanços sociais. A prestação universal de serviços sociais básicos é o instrumento apontado pelo Pnud para o combate à pobreza, independentemente do grau de desenvolvimento econômico do país.

A agência apresenta um índice interessante, que mostra que o combate a pobreza depende muito mais de vontade política do que de geração de recursos: menos de 2% do PIB mundial seriam suficientes para garantir uma proteção social de base aos pobres do mundo inteiro. "É necessário proteger os mais vulneráveis às castastrofes naturais, às mudanças climáticas e aos choques financeiros para garantir um progresso duradouro na luta contra a pobreza", declarou a chefe do Pnud, Helen Clark.

 

 

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