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Brasil/eleições 2014

Em primeira entrevista, Dilma promete "mudanças e reformas" exigidas pelas urnas

Dilma Rousseff em discurso depois do resultado da eleição em 26 de outubro de 2014.
Dilma Rousseff em discurso depois do resultado da eleição em 26 de outubro de 2014. REUTERS/Ueslei Marcelino
Texto por: Cíntia Cardoso
4 min

Na sua primeira entrevista depois de ser reeleita, Dilma Rousseff disse que entendeu o recado das urnas. Ela voltou a defender a necessidade de dialogar com todos. "A partir de agora, o clima é de construção de pontes", disse a presidente em entrevista à Rede Record na noite desta segunda-feira (27).  

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Da enviada especial da RFI ao Rio de Janeiro

Dilma Rousseff concedeu uma entrevista à Rede Record na qual afirmou que ouviu a voz das urnas na eleição mais acirrada desde 1989. "Acredito que uma eleição é sempre um recado de mudança. Agora é a hora de todos nos unirmos em torno de um futuro melhor no Brasil. O recado das urnas é esse”, declarou.

A presidente reeleita voltou a insistir que o Brasil não saiu do segundo turno dividido. "União não é unidade perfeita de ideias, mas é a possibilidade de fazer uma ponte para que nosso país cresça, mantenha um nível baixo de desemprego e combata efetivamente a inflação".

Bolsas em queda

Nesta segunda-feira, o Ibovespa acordou de ressaca. E, no meio da tarde, o pregão chegou a cair mais de 6%. As ações do Banco do Brasil, da Petrobras e da Eletrobras foram as mais penalizadas. Dilma minimizou a tensão: "O mercado vai se acalmar", sentenciou.

Quanto à necessidade de um "choque de credibilidade" para satisfazer os mercados, a exemplo do que o ex-presidente Lula fez no começo do seu primeiro mandato, a presidente reeleita enfatizou que "a situação é completamente diferente". Em tom firme, declarou : "Mudanças serão feitas, mas não vamos copiar o que foi feito em 2002 e 2003".

Novo ministério

Nas bolsas de apostas dos analistas, Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo da Fazenda, é um dos nomes cotados para substituir Guido Mantega no comando da economia. Outros nomes também circularam. Dilma, porém, desconversou. "No tempo exato, darei o nome de todos os meus ministros. Governo novo. Ideias novas", insistiu.

Petrobras

Sobre o futuro da investigação da Petrobras, Dilma mostrou firmeza: "Eu vou investigar, vou me empenhar. Não vai ficar pedra sobre pedra. Quero que fique claro quem são os responsáveis. Doa a quem doer".

Depois da intensa maratona da campanha eleitoral que levou Dilma Rousseff a percorrer 47 cidades em 16 Estados ao longo de quatro meses, a presidente deve viajar para uma base naval do Nordeste para descansar até o final da semana.

Promessa de mudanças também no Jornal Nacional

Dilma Rousseff também deu uma entrevista ao Jornal Nacional na Rede Globo, onde repetiu o mesmo discurso de mudança.  "Externei ontem [domingo, 26] que não ia esperar a conclusão do primeiro mandato para iniciar todas as ações, no sentido de transformar e melhorar o crescimento da nossa economia. Eu vou abrir o diálogo com todos os segmentos. Quero dialogar com setores empresariais, financeiro, com o mercado, para discutir quais são os caminhos do Brasil. Pretendo colocar de forma muito clara as medidas que vou tomar. Agora, não é hoje. Antes do final do ano. Vou fazer neste mês que se inicia na próxima semana", disse.

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