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Brasil

Vereadora brasileira assassinada no Rio de Janeiro

O assassínio da vereadora Marielle Franco chocou o Brasil e está agora a ser investigado.
O assassínio da vereadora Marielle Franco chocou o Brasil e está agora a ser investigado. REUTERS/Ricardo Moraes
Texto por: RFI
3 min

A vereadora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Marielle Franco, conhecida pelas suas posições críticas sobre as acções da Polícia Militar e do Exército brasileiro, foi morta com quatro tiros na cabeça na quarta-feira a noite, o que leva as autoridades a acreditarem que se poderia tratar de um caso de assassínio político.

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A vereadora brasileira Marielle Franco, do PSOL (o Partido Socialismo e Liberdade), foi assassinada a tiro na noite desta quarta-feira no centro do Rio de Janeiro, quando regressava de uma reunião sobre o papel das mulheres negras na sociedade brasileira.

O crime ocorreu às 21h30, quando um carro se aproximou do automóvel e disparou nove tiros, quatro atingiram Marielle Franco na cabeça.

O governo federal está de momento a investigar o assassínio e a sociedade brasileira está em estado de choque.

Muito activa na luta pelos direitos humanos, a vereadora de 38 anos, foi eleita em 2016 pelo partido de esquerda PSOL, na altura a quinta candidata mais votada com 46 mil votos.

Nascida e criada no complexo de favelas da Maré, uma das zonas mais violentas do Rio, Marielle Franco era uma feroz crítica da intervenção violenta do Exército brasileiro nas favelas do Rio de Janeiro, ordenada pelo Presidente Michel Temer.

Na terça-feira (dia 13), um dia antes de ter sido assassinada, a vereadora tinha acusado a Polícia Militar do Rio de Janeira de ser responsável pela morte do jovem Matheus Melo na Favela Jacarezinho na Zona Norte da cidade. “Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe”, denunciou Franco.

Há duas semanas, ela assumiu a função de relatora da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro criada para acompanhar a actuação das tropas na intervenção federal na área de segurança do Rio, decretada pelo presidente Michel Temer para conter a escalada da violência neste Estado.

O empenho de Marielle Franco para denunciar a violência arbitrária levam as autoridades a pensar que se poderia tratar de um assassínio político.

Também, ao nível internacional, o caso foi levado ao Parlamento Europeu, pelo eurodeputado português Francisco Assis (PS), para que a União Europeia possa influenciar as autoridades brasileiras para que este assassínio seja investigado até às últimas consequências e que seja garantida a segurança dos activitas dos direitos humanos no Brasil.

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