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Brasil/COVID-19

Brasil: Bolsonaro demite "popular" ministro da saúde Mandetta

Desde o início da crise do COVID-19 o ministro brasileiro da saúde Luiz Henrique Mandetta, tem manifestado o seu desacordo com o Presidente Jaír Bolsonaro.
Desde o início da crise do COVID-19 o ministro brasileiro da saúde Luiz Henrique Mandetta, tem manifestado o seu desacordo com o Presidente Jaír Bolsonaro. REUTERS/Ueslei Marcelino

Em plena crise de coronavírus, o Presidente Jaír Bolsonato demitiu esta quinta-feira o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, após semanas de confrontos sobre as medidas de contenção da pandemia.

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O "popular" ministro da saúde do Brasil, Luis Henrique Mandetta estava desde o inico da pandemia de COVID-19 em "guerra aberta" com o Presidente Jaír Bolsonaro, que é um "coronacéptico" assumido e prioriza o impacto económico da pandemia, enquanto Mandetta defendia medidas de confinamento da população, criticadas pelo Presidente.

A sua demissão em plena crise sanitária, não surpreendeu ninguém na capital Brasília, para o Presidente Bolsonaro foi um "divórcio consensual", mas a população ter reagido em várias cidades do país, batendo em panelas em sinal de protesto, como é hábito no Brasil.

Luiz Henrique Mandetta foi substituído pelo oncologista Nelson Teich, um dos médicos do Presidente Bolsonaro, que garantiu que vai abordar a pandemia de COVID-19 de maneira técnica e científica.

Nelson Teich defende uma campanha de testes em massa, para conhecer a propagação do vírus no país, mesmo se de momento não existem condições para tal, mesmo se Teich defendeu recentemente o isolamento como medida para conter a propagação do coronavírus.

Nelson Teich afirmou que "não vai haver qualquer definição brusca, radical sobre o distanciamento social definido por governadores e prefeitos...e opor saúde e economia é muito ruim".

Até esta quinta-feira (16/04) a pandemia de COVID-19 provocou oficialmente no Brasil a morte de 1.924 pessoas e a contaminação de 30.425, mas investigadores apontam que este número poderia ser multiplicado por 15, o que corresponderia a mais de 300.000 pessoas infectadas.

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