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Cabo Verde

Preços exorbitantes de água em S. Antão/Cabo Verde

RFI
Texto por: João Matos
6 min

Decorre uma mini-guerra da água nalgumas zonas da ilha de S. Antão, em Cabo Verde, onde são praticados preços exorbitantes do líquido precioso, numa terra onde há seca e uma falta crónica de chuva.

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Populações de duas zonas de S. Antão, conhecidas pelos Planalto do Leste e do Norte, no Porto Novo e da Ribeira Grande, estão a viver uma situação  difícil com a escassez de água, pagando somas avultadas, entre 350 escudos e 1.350 escudos, por tonelada, para conseguirem o líquido precioso.

Um assunto que envolve pessoas revoltadas, câmaras municipais e o ministério da agricultura e do ambiente, mas que parece estar a ser resolvido, segundo o deputado do PAICV, pelo círculo de S.Antão, Carlos Delgado:

"Felizmente ja está por resolver a questão do planalto Leste e fica, portanto, a questão do planalto Norte que eu também, enquanto, deputado espero que se resolva."

Carlos Delgado, acrescenta ainda, que esta questão de água, tem aspectos sociais e que, portanto, quer as câmaras, deviam encontrar uma solução que não penalize pessoas que pagam preços exorbitantes para se abastecerem em água: 

"A questão do abastecimento de água é gerida pelos municípios, municípios que têm vindo a praticar preços muito caros, quando a questão tem de ser visto do ponto de vista social, porque as pessoas não têm rendimento."

Para além das câmaras, o estado tem também responsabilidades nesta matéria, pois, a água pertence ao estado, acrescenta  Carlos Delgado:

"Admitámos a hipótese de que mesmo que as pessoas tenham ir procurar água, lá nascente, a água é do estado, portanto, alguém tem que tomar medidas."

"Resumindo, não pode haver desculpabilização neste assunto, porque alguém é responsável, por aquela água; e mesmo que seja, um particular, é preciso pôr ordem nisto tudo e o importante também é que as câmaras assumam as suas responsabilidades."

"Deve ser adoptado o princípio da subsidiariedade, para que as pessoas possam ter esse preciioso líquido nas suas casas, sublinha o deputado, Carlos Delgado, em entrevista à RFI.

Carlos Delgado, deputado do PAICV pelo círculo de S. Antão, em Cabo Verde

 

 

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