As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções às manifestações e uma relativa violência de ontem 1° de maio dia do trabalhador.LE MONDE, titula, 1° de maio: lições políticas, sociais e policiais. 40 mil pessoas desfilaram ontem em Paris num clima tenso; foram numerosos os confrontos mas a violência foi contida. O tradicional desfile sindical foi transbordado pelos coletes amarelos e os Black Blocs. O líder da CGT, chegou mesmo a abandonar temporariamente a manifestação.165 000 pessoas terão manifestado em toda a França, mas a CGT, afirma que foi o dobro. Porém o dia de ontem testemunha o enfraquecimento dos sindicatos. O governo entende lançar reformas anunciadas num clima de crise social que persiste há 6 meses, nota, LE MONDE.Um 1° de maio sob tensão, replica, LA CROIX. Rixas entre activistas radicais e forças da ordem perturbaram em Paris um desfile dominado pelos coletes amarelos. Paris teve um 1° de maio mais amarelo que vermelho, nota, LA CROIX.Um 1° de maio neutralizado, relança LIBÉRATION. Num clima de tensão e sob pressão da polícia inédita, cerca de 165 mil pessoas desfilaram ontem no país. Os Black Blocs, penetraram o cortejo parisiense, mas foram contidos por forças da ordem.1° de maio maio mais forte que a violência, titula, L'HUMANITÉ. Apesar das escaramuças em Paris, houve um grande sucesso dos cortejos sindicais a que se juntaram certos coletes amarelos. Polícia contém violência do 1° de maio, replica em título, LE FIGARO. O dia marcado por uma forte mobilização desenrolou-se numa calma relativa. Alguns incidentes fizeram 24 feridos entre manifestantes e 14 entre forças da ordem, acrescenta, LE FIGARO.Mudando de assunto, na actualidade internacional, LE MONDE, destaca, Venezuela, braço de ferro entre Maduro e Guaidó. Apoiantes e opositores do regime manifestaram ontem numa grande confusão.O Presidente autoproclamado, Juan Guaidó, apelou a uma greve geral após o fracasso duma tentativa de sublevação militar. A Casa Branca reagiu vivamente ao fracasso do apelo de Guaidó para depor Maduro, tendo o vice-presidente, Mike Pompeo ameaçado com uma intervenção militar americana, julgada possível, se for necessário, nota LE MONDE.Venezuela, o opositor Guaidó pressiona Maduro. A maior parte das forças armadas permanece fiel a Maduro apesar do apelo de Guaidó aos militares a juntar-se à sua causa.No entanto, começa a haver divisões no seio do poder venezuelano, enquanto os Estados Unidos reiteraram as suas ameaças de recorrer a uma intervenção militar para apoiar o presidente interino Guaidó e derrubar o regime chavista, acrescenta, LE FIGARO.Por seu lado, LIBÉRATION, destaca Leopoldo López, fundador do partido de Guaidó que quebrou o seu termo de identidade e residência para ir ao combate o contra o regime de Maduro.Enfim, em relação à África, LE FIGARO, dá relevo ao Benim, a preocupante deriva autoritária do presidente Patrice Talon. O milionário eleito em 2016 organizou eleições legislativas excluindo todos os partidos da oposição.Mas com uma taxa de participação inferior aos 25% o país aplicou-lhe uma severa correcção. Os opositores pediram imediatamente a anulação do escrutínio e a convocação duma nova eleição aberta a todos os partidos.Entre a comunidade internacional, a CEDEAO e países estrangeiros como o poderoso vizinho da Nigéria e os Estados Unidos denunciaram uma "eleição que não foi nem competitiva nem inclusiva", mas nada muda em Benim, que nos tinha habituado nos anos 90 a uma renovação democrática, acrescenta, LE FIGARO.
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