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Cabo Verde

Coronavírus: Falso rumor aumenta vendas de erva-doce em Cabo Verde

OMS declarou situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional.
OMS declarou situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional. Marijan Murat / dpa / AFP
Texto por: Odair Santos
5 min

Em Cabo Verde, a venda de erva-doce aumentou depois de uma mensagem falsa que circulou nas redes sociais. O rumor dizia que o chá de erva-doce ajudava a prevenir e a curar o coronavírus, mas as autoridades já desmentiram. Para já, não há nenhum caso suspeito no arquipélago e o governo está a seguir as recomendações da OMS.

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Uma mensagem que circula nas redes sociais apontando o chá de erva-doce como cura para o novo coronavírus fez aumentar a venda da erva-doce nos mercados em Cabo Verde. Mas as autoridades sanitárias no país já desmentiram que o chá de erva-doce cure o novo coronavírus descoberto recentemente na China, alertando que ainda não há vacina ou medicamento específico para o novo coronavírus.

Cabo Verde já adoptou medidas de prevenção do coronavírus, nomeadamente a identificação de um espaço de isolamento em todas as estruturas de saúde, a triagem nos aeroportos em todos os voos provenientes do exterior, bem como o reforço do stock de seis meses com materiais, equipamentos e consumíveis.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que Cabo Verde está pronto para cumprir as recomendações internacionais na prevenção e combate ao novo coronavírus.

"Acompanhamos particularmente as recomendações da OMS. Temos os protocolos prontos para serem accionados se houver necessidade disso. Não temos nenhum caso. Estamos preparados para eventualidades que possam surgir, nomeadamente se houver necessidade de quarentena relativamente a alguém que chegue da China, mas nós confiamos também que a China tem estado a fazer um trabalho meritório, tentando conter ao máximo a situação existente e evitar que a propagação se faça em níveis incontroláveis. Vamos confiar. Estou em crer que este é um combate que não só a China mas todos os países do mundo têm que ganhar em prol da nossa saúde global”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

De acordo com a agência France Presse, na China, há cerca de 350 estudantes cabo-verdianos e cerca de 15 estão retidos em Wuhan, o epicentro da epidemia do novo coronavírus. Alguns manifestaram vontade de serem repatriados para Cabo Verde, mas a Embaixada em Pequim pediu-lhes para manterem a calma e seguirem as recomendações das autoridades chinesas. O chefe da diplomacia cabo-verdiana, Luís Filipe Tavares, declarou que não se deve esquecer que há um risco de contágio também durante o transporte.

Oiça aqui a reportagem:

Reportagem de Odair Santos

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