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Cabo Verde

Cabo Verde continua na presidência da CPLP até Julho de 2021 devido à Covid-19

Luís Filipe Tavares, ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde
Luís Filipe Tavares, ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde TIAGO PETINGA/LUSA
Texto por: Odair Santos
2 min

No contexto de incerteza gerado pelo combate à pandemia de coronavírus, Angola que devia assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa a partir do próximo mês de Setembro, pediu a Cabo Verde para continuar a chefiar a CPLP por um período suplementar. O arquipélago que prolonga a sua presidência rotativa até Julho de 2021, anunciou que pretende, durante este prazo, fechar o ponto sobre a mobilidade no seio da comunidade.

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A presidência rotativa da CPLP que deveria passar para Angola, em Setembro deste ano, vai continuar com Cabo Verde até Julho do próximo ano, a pedido do governo de Luanda. O anúncio foi feito pelo ministro dos negócios estrangeiros e comunidades, Luís Filipe Tavares, durante um entrevista à televisão pública cabo-verdiana.

«Angola neste momento diz que, tendo em conta a pandemia e a evolução dos próximos meses em relação a esta doença, não tem condições para realizar a cimeira nos dias 2 e 3 de Setembro, datas que já foram antes consensualizadas. Mas Cabo Verde já respondeu que está disponível para continuar na presidência da CPLP até Julho de 2021», indicou o chefe da diplomacia cabo-verdiana.

Nessa mesma entrevista, Luís Filipe Tavares disse que, se a situação da pandemia da covid-19 permitir, Cabo Verde pretende acolher antes do fim do ano uma reunião do Conselho de Ministros da CPLP para fechar a questão da mobilidade na comunidade.

«Se a situação da pandemia o permitir, realizaremos o Conselho de Ministros da CPLP em Cabo Verde para debatermos a proposta de acordo. Já temos um projecto feito, já chegamos a um acordo a nível dos 9 estados-membros da CPLP em relação à proposta de Cabo Verde. Vamos continuar a trabalhar para fazermos esse Conselho de Ministros aqui em Cabo Verde, de maneira que temos tempo suficiente para vermos essa questão da mobilidade», concluiu o ministro cabo-verdiano dos negócios estrangeiros.

Recorde-se que no passado mês de Janeiro, o secretário executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, indicou que a cimeira de chefes de Estado e de Governo dos Estados-membros da comunidade em que Cabo Verde iria passar o testemunho a Angola tinha ficado marcada para Setembro. Contudo, algumas semanas depois, já em Abril, perante o rápido alastramento da pandemia, este responsável admitiu que "dificilmente" existiriam condições para a realização, em Setembro, da cimeira».

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