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Cabo Verde/Reserva Bioesfera

Cabo Verde: ilhas do Fogo e Maio são reserva mundial da bioesfera

Vulcão da ilha do Fogo, em Cabo Verde, classificado pela UNESCO Reserva Mundial da Bioesfera.
Vulcão da ilha do Fogo, em Cabo Verde, classificado pela UNESCO Reserva Mundial da Bioesfera. © AFP - ANNE-SOPHIE FAIVRE LE CADRE
Texto por: Odair Santos
5 min

Candidaturas das ilhas do Fogo e do Maio foram aprovadas pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera, na qual entraram este ano 22 novos espaços geográficos situados em 18 países membros da Rede Mundial de Reservas da Bioesfera.

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As ilhas do Fogo e do Maio foram classificadas como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO, durante uma video-conferência realizada entre 27 e 28 de outubro de 2020 em torno do programa sobre o Homem e a biosfera - CIC-MAB.

O anúncio  foi feito pelo chefe de governo, que designou o acontecimento como sendo histórico para o país, numa mensagem divulgada em vídeo nas redes sociais e na página oficial do governo, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva disse que a classificação é importante para ambição de posicionar Cabo Verde como uma economia verde.

Estamos hoje perante um acontecimento histórico, Cabo Verde pela primeira vez vai passar a ter reservas mundiais da biosfera e juntar-se às 701 reservas mundiais da biosfera existentes. É importante para a nossa ambição de posicionar Cabo Verde como uma economia verde, na linha do que se está a fazer com o programa de transição energética e a nova agenda para uma agricultura inteligente. É muito importante para as ilhas do Fogo e do Maio, duas ilhas com enormes potencialidades na pecuária, na agricultura e no turismo sustentável e importante para o aumento da notoriedade internacional destas duas ilhas.”, declarou, Ulisses Correia e Silva.

O primeiro-ministro anunciou que o governo vai “imediatamente, dar início à elaboração do plano acção para as reservas mundiais da biosfera – as ilhas do Fogo e do Maio”, para que sejam “reservas por toda a vida, onde se pode conservar a herança das gerações actuais e futuras”.

Odair Santos, correspondente em Cabo Verde

A ilha do Fogo, a mais jovem do arquipélago é a única com um vulcão activo a 2.829 metros de altitude e abriga diversas espécies endémicas, designadamente píssaros e répteis, mas também tartarugas marinhas e os seus cerca de 37.000 habitantes vivem das culturas de frutos, legumes, café e vinhas.

A reserva da bioesfera da ilha do Maio que é uma das zonas mais áridas de Cabo Verde, é principalmente marinha, com várias espécies endémicas, designadamente tartarugas e cetáceos, bem como numerosas espécies de peixes, pássaros e répteis marinhos. A maior parte dos cerca de 7.000 habitantes vivem da produção de miljo, feijão, melões e sal, bem como do turismo.

"Chegou o tempo da transformação, as crises também criam oportunidades, a possibilidade de mudar a maneira como encaramos as nossas relações com a natureza, entre nós e com a Terra, todos sabemos que o status-quo não tem futuro, precisamos de uma nova normalidade para a biodiversidadde", disse Audrey Azoulay, directora-geral da UNESCO.

Andorra, Cabo Verde, as Comores, o Luxemburgo e Trinidade e Tobago são os países que este ano entraram pela primeira vez na Rede Mundial de reservas da bioesfera, com a designação dos respectivos espaços geográficos: Ordino, ilhas do Fogo e de Maio, Mohéli, Minet e o nordeste de Tobago.

 

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