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Cabo Verde

Rui Figueiredo Soares é o novo chefe da diplomacia de Cabo Verde

Rui Figueiredo Soares é o novo chefe da diplomacia de Cabo Verde
Rui Figueiredo Soares é o novo chefe da diplomacia de Cabo Verde © Lusa
Texto por: Odair Santos
4 min

Rui Figueiredo Soares, actual ministro da Integração Regional de Cabo Verde, passou desde esta quinta-feira a ser também o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, dois dias depois da demissão de Luís Filipe Tavares, na sequência da polémica envolvendo o partido português de extrema-direita 'Chega'.

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Sob proposta do chefe do governo, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, indigita hoje Rui Figueiredo Soares para esta responsabilidade que passa a acumular com o cargo de ministro-adjunto do primeiro-ministro e de ministro para a Integração Regional.

O novo titular da diplomacia de Cabo Verde, Rui Figueiredo Soares, é doutorado em Ciências Jurídico-Civis, mestre em Psicologia e Ciências da Educação e foi eleito deputado da Nação, pelo círculo de São Vicente várias vezes. Ele já exerceu cargos de ministro dos Negócios Estrangeiros e ministro da Saúde na década de 90 nos governos de Carlos Veiga e já foi embaixador de Cabo Verde em França.

A sua nomeação acontece dois dias depois de o anterior titular da pasta da diplomacia cabo-verdiana, Luís Filipe Tavares, vice-presidente do MPD no poder, ter optado pela demissão na sequência da difusão na Segunda-feira na televisão portuguesa de uma reportagem estabelecendo um elo entre o cônsul honorário de Cabo Verde na Florida, o empresário português César do Paço, e o partido português anti-imigração 'Chega'.

Depois de aceitar a sua demissão, o chefe do governo cabo-verdiano garantiu que o seu executivo e o partido que o sustenta “não têm ligações com partidos de extrema-direita” e informou que César do Paço, apontado como um dos financiadores do 'Chega', vai ser afastado das suas funções de representação de Cabo Verde.

Logo após o anúncio da demissão de Luís Filipe Tavares, o principal partido de oposição PAICV pediu explicações sobre o sucedido.

Ao referir ter preferido poupar o seu país ”ao “desgaste” provocado pela associação de um cônsul honorário à extrema-direita portuguesa, o ex-ministro explicou ter estado “sempre de boa-fé” no processo de nomeação de César do Paço como cônsul honorário de Cabo Verde e que baseou a sua escolha no facto de o mesmo “ter sido cônsul honorário de Portugal por vários anos, de ser uma pessoa bem colocada e considerada na sociedade americana e de pretender investir em Cabo Verde tendo os recursos próprios necessários”.

Luís Filipe Tavares referiu ainda que “não inquiriu, nem poderia ter inquirido, sobre as simpatias políticas do Dr. do Paço no contexto americano e português, guiado pela inabalável crença na liberdade de escolha político-partidária que deve ser reconhecida a todos os cidadãos, sem qualquer distinção”.

De referir que esta mudança no seio da equipa governativa acontece poucos meses antes das legislativas cuja data foi fixada esta semana para o próximo dia 18 de Abril.

 

 

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