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Último dia de campanha eleitoral em Cabo Verde

Imagem de arquivo.
Imagem de arquivo. © RFI/Odair Santos

Esta sexta-feira à meia-noite termina a campanha para as legislativas em Cabo Verde. Pandemia, crise, diversificação da economia, turismo e transportes foram alguns dos temas mais falados nas últimas duas semanas. Oiça aqui as promessas dos candidatos e também os eleitores ansiosos por votar.

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As palavras dos candidatos

Esta sexta-feira é o último dia de campanha para as legislativas de 18 de Abril em Cabo Verde. Militantes e candidatos estão nas ruas a tentar convencer os indecisos e a vontade de muitos eleitores é mesmo de ir votar, com ou sem pandemia.

VE 10 Reportagem último dia de campanha em Cabo Verde

Ocasião para voltarmos a ouvir algumas das declarações que os presidentes dos partidos fizeram à RFI.

Ulisses Correia e Silva, Presidente do MpD, acredita que pode ser reeleito primeiro-ministro e que o partido pode conquistar a maioria absoluta apesar da crise provocada pela pandemia.

“Nós governámos em situação de anormalidade. Nenhum governo, em Cabo Verde, em democracia, teve um contexto tão difícil como nós tivemos e mesmo assim o país avançou e temos condições de fazer avançar muito mais em situação de normalidade. Nós vamos vencer e com maioria absoluta”, declarou Ulisses Correia e Silva.

Opinião contrária tem o PAICV que acredita poder chegar ao governo. Em tempos de pandemia, a Presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, aposta na saúde como prioridade.

“A prioridade das prioridades neste momento é garantir-se um país seguro em termos sanitários, portanto, nós priorizamos a vacinação. A nossa meta é garantir a vacinação de 70% da população cabo-verdiana até ao mês de Outubro porque temos de salvar a próxima época turística porque o turismo é o motor da economia cabo-verdiana”, afirmou Janira Hopffer Almada.

Por sua vez, o presidente da UCID, António Monteiro, aponta a regionalização como o trunfo para viabilizar um governo sem maioria.

“[A regionalização] será um dos trunfos que nós vamos ter agora depois do dia 18 de Abril para estarmos com possibilidades de viabilizar este ou aquele governo e criarmos as condições para que os partidos todos se sentem à mesa e, portanto, consigamos encontrar a melhor forma de regionalização que o país precisa”, disse António Monteiro.

Este ano, também o PTS quer mudar o cenário político do país. Cláudio Sousa, presidente interino do partido, acredita que vai conseguir “abrir a sociedade para uma nova realidade política”.

“Acreditamos que vamos abrir a sociedade para uma nova realidade, mas ainda vivemos uma única realidade. Não estamos num Estado bipolarizado. Ainda estamos num sistema de partido único porque quando estamos a votar no MPD estamos a votar no PAICV e vice-versa”, apontou Cláudio Sousa.

Face ao choque da pandemia, Amândio Barbosa Vicente, o presidente do PP, considera que a economia deve deixar de estar “atrelada ao turismo”.

“A diversificação da economia é ter uma economia vinculada a vários outros sectores. Por exemplo, a questão da energia: Cabo Verde tem mar, tem sol. Podemos reformatar a economia de Cabo Verde se, na verdade, tirarmos partido da energia limpa”, declarou Amândio Barbosa Vicente.

Quanto ao PSD, o presidente do partido João Além diz que a aposta é na saúde.

“Nós vamos, com certeza, começar pela saúde. A nossa saúde é uma saúde doente porque carecemos de todo o tipo de coisas. Nós teremos que, em primeiro lugar, trabalhar para evitar a transmissão desse vírus aqui em Cabo Verde”, afirmou João Além.

As eleições legislativas em Cabo Verde realizam-se este domingo, 18 de Abril.

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