#Cabo Verde/Covid-19

Operadores turísticos querem investir em vacinas em Cabo Verde

Vila de Santa Maria, Ilha do Sal. 12 de Abril de 2021.
Vila de Santa Maria, Ilha do Sal. 12 de Abril de 2021. © Carina Branco/RFI

Em Cabo Verde, o primeiro-ministro indicou que os operadores turísticos querem investir em vacinas para imunizar as populações das ilhas do Sal e da Boa Vista. Ulisses Correia e Silva avisou, no entanto, que uma "boa retoma" turística só a partir de Setembro. 

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De visita ao Hospital Regional Ramiro Figueira, na ilha do Sal, o primeiro-ministro afirmou que há iniciativas de operadores turísticos que querem investir em vacinas para imunizar as populações das ilhas do  Sal e da Boa Vista. Ulisses Correia e Silva garantiu que mais vacinas estão a chegar.

Temos várias possibilidades de chegada de mais vacinas nos próximos dias. Iremos depois reforçar toda a acção de vacinação. Operadores privados estão a fazer o seu esforço de aquisição de vacinas, particularmente, no sector turístico aqui no Sal e na Boa Vista, sabemos de iniciativas de operadores turísticos que querem investir em vacinas e imunizar a totalidade da população de Sal e Boa Vista. É uma iniciativa privada que vai beneficiar a população, particularmente do Sal, onde a iniciativa está mais avançada" disse Ulisses Correia e Silva.

O chefe do executivo, manifestou-se confiante numa "boa retoma" do turismo em Setembro, desde que todos contribuam no “bom combate” da covid-19 no país. Caso contrário, as consequências são pesadas para todos.

 “Quando o turismo não reabre, as consequências são para as pessoas, famílias, trabalhadores, que ficam sem rendimento, emprego. Então, as pessoas têm que saber que têm de dar algo em troca. Algo em troca quer dizer mudança de atitude e comportamento de todos e de cada um. É impossível ter um polícia na porta de cada pessoa” enfatizou Ulisses Correia e Silva.

Depois do aumento de novos casos de covid-19, o governo voltou a decretar o estado de calamidade por 30 dias em todas as ilhas, menos na Brava, com medidas para limitar actividades com aglomerações de pessoas.

Este sábado, o Presidente Jorge Carlos Fonseca reconheceu que o Governo tem procurado agir em todas as frentes, mas pediu mais medidas de apoio, especialmente para os mais vulneráveis afetados pelos efeitos da pandemia.

Na mensagem por ocasião do Dia do Trabalhador, o chefe de Estado cabo-verdiano disse que “os trabalhadores, os empregadores, a sociedade civil e o Estado têm de congregar esforços para que, em primeiro lugar, a doença seja debelada e a economia e as "relações sociais sejam reatadas com a maior normalidade possível".

Jorge Carlos Fonseca salientou que pandemia deixou a economia fortemente afetada, com graves consequências sociais e laborais devido às grandes dificuldades das empresas.

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