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Novo Governo de Cabo Verde empossado esta quinta-feira

Primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva. 18 de Abril de 2021
Primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva. 18 de Abril de 2021 © Seyllou AFP

O novo governo de Cabo Verde, que continua a ser liderado por Ulisses Correia e Silva, é empossado, esta quinta-feira e passa de 20 para 28 membros. Oposição fala em executivo "gordo" que vai aumentar despesa pública em momento de pandemia. Sector privado aplaude manutenção de interlocutores para a área económica.

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O novo Governo de Cabo Verde, que continua a ser liderado por Ulisses Correia e Silva, é empossado pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, esta quinta-feira, passando de 20 para 28 membros.

Com a excepção do secretário de Estado das Finanças, todos os membros do anterior executivo transitam para o governo da X legislatura, que aumentou o número de mulheres de quatro para nove. 

Há  três novos ministros e  oito novos Secretários de Estado. O antigo presidente do Parlamento, Jorge Santos, é o novo ministro das Comunidades, Filomena Gonçalves é a nova ministra da Presidência do Conselho de Ministros e tem a pasta dos Assuntos Parlamentares e Joana Rosa transita da liderança do grupo parlamentar do MpD para a pasta da Justiça.

O novo elenco mantém Olavo Correia como vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças e do Fomento Empresarial e Fernando Elísio Freire como ministro de Estado, da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social.

A quarta figura da hierarquia governativa passa a ser Janine Lélis, a anterior ministra da Justiça e do Trabalho, promovida a ministra de Estado e assumindo agora as pastas da Defesa e da Coesão Territorial.

Ao anunciar o novo elenco governamental, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que as prioridades são vacinar 70 por cento da população até o final do ano, aliviar a dívida externa e eliminar a pobreza extrema.

O novo Governo contará, além do primeiro-ministro, com 18 ministros (incluindo um vice-primeiro e dois ministros de Estado) e nove secretários de Estado, contra os 15 ministros e quatro secretários de Estado que, também com Ulisses Correia e Silva, iniciaram a legislatura anterior, em Abril de 2016.

Rui Alberto Figueiredo Soares mantém-se como ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, na Administração Interna continua Paulo Rocha, na Educação mantém-se Amadeu Cruz e na Saúde Arlindo do Rosário, enquanto na Cultura e Indústrias Criativas segue Abraão Vicente, embora deixando de ter a tutela da Comunicação Social. Esta área “fica com o primeiro-ministro e terá o secretário de Estado adjunto, Lourenço Lopes, como elemento do Governo que fará as relações com a imprensa".

Para o ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública entra Edna Oliveira. No Turismo e Transportes mantém-se como ministro Carlos Santos; no ministério do Mar Paulo Veiga; no ministério da Agricultura e Ambiente Gilberto Silva; no Comércio, Indústria e Energia Alexandre Dias Monteiro e no ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação Eunice Lopes. Carlos Monteiro é promovido de secretário de Estado a ministro-adjunto do primeiro-ministro para a Juventude e Desporto.

“Estamos fortemente engajados para que o próximo mandato seja fortemente transformador, acrescentar em cima daquilo que já fizemos até agora para atingirmos alguns objectivos e o fundamental desses objectivos é eliminar a pobreza extrema. Em segundo lugar, emprego, principalmente para a nossa juventude, e todo o trabalho estará sendo feito para convergirmos nesses objectivos e tornar Cabo Verde um país muito mais resiliente do que aquilo que é neste momento”, disse o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Os partidos da oposição consideram o novo governo “gordo”, o que vai aumentar a despesa pública num momento de crise gerada pela pandemia da covid-19. O sector privado saudou o facto de o governo manter os mesmos interlocutores para a área económica.

O Presidente cabo-verdiano convidou, a 30 de Abril, Ulisses Correia e Silva a formar Governo após ter sido o nome proposto para ser primeiro-ministro pelo Movimento para a Democracia (MpD), partido que venceu as eleições legislativas de 18 de Abril, em que foram escolhidos os 72 deputados nacionais.

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