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CEDEAO suspende Guiné Conacri de todas as instâncias após golpe de Estado

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CEDEAO © NIPAH DENNIS/AFP

Os líderes dos Estados-membros da CEDEAO suspenderam na quarta-feira a Guiné-Conacri dos seus órgãos de decisão e decidiram enviar uma missão ao país, apelando para a libertação do Presidente, detido num golpe de Estado no domingo.

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A organização regional suspendeu na quarta-feira o país de todas as instâncias. A posição foi subscrita de forma incondicional também por Cabo Verde. 

A decisão de suspender a Guiné Conacri da CEDEAO foi tomada na sessão Extraordinária Virtual da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da organização, como anunciou à imprensa o ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração regional, Rui Figueiredo Soares.

"A propósito da suspensão da Guiné Conacri de todas as instâncias da CEDEAO, Cabo Verde considerou que esta medida é adequada e subscreveu, por inteiro, esta mensagem à imagem daquilo que tinha acontecido aquando do golpe de Estado no Mali", afirmou o representante da diplomacia cabo-verdiano.

"Cabo Verde também reafirmou que é imperioso fazermos tudo para que a Guiné Conacri regresse à normalidade constitucional. Consideramos apropriadas as medidas no sentido de ser viabilizada uma missão de alto nível integrada pelo presidente da CEDEAO e provavelmente pelo presidente em exercício das instâncias da CEDEAO, o Presidente do Gana para que se façam, de viva voz, as exigências da CEDEAO quanto ao retorno à normalidade constitucional em Conacri", acrescentou.

Ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e integração regional, Rui Figueiredo Soares

Os líderes dos Estados-membros da CEDEAO suspenderam Guiné-Conacri dos órgãos de decisão e decidiram enviar esta quinta-feira uma missão ao país apelando para a libertação do Presidente detido num golpe de Estado desde domingo.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental decidiu suspender a Guiné-Conacri de todos os seus órgãos de decisão e pede que as decisões sejam aprovadas pela União Africana e pelas Nações Unidas”, apontou o ministro do Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Alpha Barry, à saída da cimeira realizada por videoconferência ontem.

Os golpistas dissolveram as instituições de Estado do país. Foi instituído um recolher obrigatório nocturno, e a Constituição do país e a Assembleia Nacional foram dissolvidas.

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