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Festival de Avignon

Espetáculo mostra as várias facetas do Rio de Janeiro

O bailarino Alexandre Bano, que interpreta uma coreografia do francês Thomas Lebrun
O bailarino Alexandre Bano, que interpreta uma coreografia do francês Thomas Lebrun Divulgação
Texto por: Maria Emilia Alencar
2 min

De cidade maravilhosa a reduto de violência, o bailarino Alexandre Bano mostra em Avignon coreografia solo de Thomas Lebrun, "Às vezes o corpo não tem coração", que retrata as contradições do Rio de Janeiro.

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Maria Emília Alencar, enviada especial a Avignon

"Às vezes o corpo não tem coração" é o título de um espetáculo, inspirado no Rio de Janeiro, que está sendo apresentado todas as tardes no Festival de Avignon. Um solo interpretado pelo bailarino e artista circense gaúcho Alexandre Bano a partir de uma coreografia do francês Thomas Lebrun.

A idéia partiu das contradições que tanto caracterizam o Rio, cidade conhecida pelo culto ao corpo, mas onde a violência transforma esse mesmo corpo em algo extremamente vulnerável. Com a música de Jards Macalé ao fundo, o bailarino entra em cena vestido com um terno turqueza onde estão estampadas fotos cartões postais do Rio com o Corcovado e o Pão de Acúcar. Ao poucos o bailarino vai se desnudando. "Ele começa com essa imagem clichê que o europeu conhece do Brasil, desses pontos turísticos, da cidade maravilhosa, linda, o malandro carioca está lá, bebendo a caipirinha, e aos poucos essa figura ela vai se transformando através da realidade brasileira, através da coisa da prostituição, da violência, dessa sensação de morte, que é muito próxima", diz o bailarino.

Maria Emília Alencar, enviada especial a Avignon

 

O solo foi inspirado pela própria história pessoal de Alexandre Bano, que há cerca de dois anos levou um tiro durante um assalto no Rio de Janeiro, foi submetido a várias cirurgias, e agora expressa através da dança, a oposição entre os momentos de leveza e de gravidade dessa cidade nem sempre maravilhosa. O espetáculo "As vezes o corpo não tem coração", cujo título em francês é Parfois le corps n’a pas de cœur, é apresentado até o próximo dia 14 na programção oficial do festival.
 

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