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Arte contemporânea

Obras de Lygia Clark são vendidas a US$ 500 mil na Fiac

Lygia Clark, Bicho Em Si, 1962, uma das esculturas em alumínio da artista brasileira representada pela galerista Natalie Seroussi.
Lygia Clark, Bicho Em Si, 1962, uma das esculturas em alumínio da artista brasileira representada pela galerista Natalie Seroussi. Fiac/Natalie Seroussi
Texto por: Adriana Moysés | Kênya Zanatta
3 min

Os artistas latino-americanos fizeram sucesso entre os colecionadores que visitaram a Fiac, a feira de arte contemporânea de Paris, encerrada no último domingo. Esculturas da brasileira Lygia Clark foram vendidas a mais de US$ 500 mil.

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As criações latino-americanas estão em alta entre os colecionadores de arte contemporânea. A Fiac, Feira de Arte Contemporânea de Paris, fechou suas portas neste domingo confirmando o sucesso de artistas como a brasileira Lygia Clark, o mexicano Gabriel Orozco e o artista venezuelano Jesus Soto. Segundo a galerista Natalie Seroussi, duas estatuetas da série "Bicho" de Lygia Clark foram vendidas a um colecionador francês por US$ 420 mil. Peças maiores da escultora mineira alcançaram preço mais elevado não divulgado pela galerista. As obras do mexicano e do venezuelano também foram disputadas pelos colecionadores internacionais.

O interesse crescente pelas obras de Lygia Clark havia sido notado em Londres, em maio passado, quando uma escultura de alumínio da série "Bicho" alcançou o dobro do preço inicialmente estipulado. Também falecido, o venezuelano Soto continua despertando interesse no mercado de arte. As obras do mexicano Orozco seguem em alta, embaladas pelas retrospectivas dedicadas ao artista no Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMa, e no Centro Georges Pompidou de Paris.

Vários museus europeus, que durante anos não se interessaram em adquirir obras de arte latino-americanas, estão começando a correr atrás do tempo perdido. O Centro Georges Pompidou, principal museu de arte contemporânea da França, está criando um projeto com o objetivo de enriquecer seu acervo de obras emblemáticas da América Latina. Como fez a britânica Tate Gallery há alguns anos.

A Fiac ganhou novo impulso nos últimos anos, desde a chegada da neozeolandesa Jennifer Flay à direção do evento. Flay destacou a primeira participação do México no salão, com a galeria Kurimanzzuto. Mas uma das galerias mais visitadas do evento, entre as 185 presentes, de 24 países representados, foi a de Larry Gagosian. Como acontece todo ano, os rumores davam conta de um colecionador brasileiro interessadíssimo em uma obra exposta pelo famoso galerista americano. Larry Gagosian, considerado o mais poderoso galerista da atualidade, não fez comentários sobre suas vendas.

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