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Avignon/Festival

Festival de Avignon reúne 7000 artistas em mais de mil espetáculos

Nas ruas da cidade vemos os artistas vestidos com os figurinos de suas peças.
Nas ruas da cidade vemos os artistas vestidos com os figurinos de suas peças. Nina Carel, RFI

A verdadeira largada do Festival de Avignon ocorre hoje com a estreia do festival independente, o chamado circuito “Avignon Off”: 1143 espetáculos reunindo 7000 artistas começam a ser apresentados hoje. São três semanas intensas para 969 pequenas companhias que disputam os espectadores, distribuindo folhetos e fazendo performances nas ruas.

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O desfile inaugural do Festival “Avignon Off” já deu o tom desta edição mais uma vez bem eclética: montagens clássicas ou contemporâneas, circo, dança, comédias, dramas ou monólogos apresentados às vezes em lugares insólitos, como igrejas, conventos, ginásios ou até mesmo nos fundos de quintais.

Nas ruas da cidade vemos os artistas vestidos com os figurinos de suas peças, confirmando que Avignon, nessa época do ano, vira realmente o maior teatro do mundo.

Além das companhias francesas que dominam a programação, 22 companhias estrangeiras, essencialmente europeias, participam esse ano. Taiwan, que tem marcado presença nos últimos anos, volta à Avignon com dois espetáculos e a China participa pela primeira vez com a adaptação de uma obra clássica do século 13, interpretada por artistas da Academia de Xangai.

Avignon In

Na programação oficial, conhecida aqui como “Avignon In” as grandes produções começam a ocupar os emblemáticos palcos da cidade, como a cena do Palácio dos Papas, o gigantesco castelo medieval onde estreou nesta quinta-feira um dos carros-chefes do festival, a peça coreográfica “Enfant” de Boris Charmatz. Presente ao evento, o ministro francês da Cultura, Frédéric Mitterrand, que foi vaiado depois que um representante dos artistas franceses subiu ao palco para criticar a diminuição das subvenções do governo ao teatro.

Nesse início de festival um dos consensos da crítica e do público é a peça “Le Suicidé” (“O Suicida"), um texto do russo Nicolai Erdman, montado pela primeira vez na França pelo ator e diretor Patrick Pineau. Uma peça escrita em 1928 e censurada durante décadas por Stalin, encenada agora ao ar livre, no interior de uma pedreira a 30 quilômetros da cidade de Avignon. Foi nessa mesma paisagem tipicamente provençal, onde o célebre dramaturgo Peter Brook montou a saga indiana “Mahabharata” em 1985, que tanto marcou os espetadores de Avignon.

Grande expectativa para a estreia hoje em Avignon de Juliette Binoche no papel de “Senhorita Júlia”, clássico do sueco August Strindberg, uma peça considerada como um teste para grandes atrizes, já interpretada pelas “divas” francesas Isabelle Adjani e Fanny Ardant. Juliette Binoche, que começou sua carreira no teatro, será pela primeira vez num palco do Festival de Avignon.

 

 

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