Jogos Olímpicos

Jogos Olímpicos de Tóquio chegam ao fim com novos recordes e passam testemunho a Paris

Os próximos Jogos Olímpicos em 2024 realizam-se na capital de França, Paris.
Os próximos Jogos Olímpicos em 2024 realizam-se na capital de França, Paris. Pedro Pardo AFP

Chegaram hoje ao fim os Jogos Olímpicos de Tóquio. De atletas confinados na aldeira Olímpica, aos medalhados adolescentes no skate, passando pelos apelos à importância da saúde mental e a resistência de uma atleta bielorrusa, os Jogos de Tóquio foram ricos em feitos olímpicos e não só, passando agora a chama olímpica a Paris que organiza a competição em 2024.

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Foram uns Jogos Olímpicos atípicos, com os 11 mil atletas vindos de 200 países confinados na aldeia Olímpica, sem direito a visitas turísticas a Tóquio, com testes diários à covid-19 e sem grandes confraternizações, mas nem isso travou a maior celebração do Desporto a nível mundial.

Novas modalidades

A estreia de modalidades com o skate, onde foram medalhados jovens de 13 anos, como a japonesa Momiji Nishiya, que ganhou o ouro na modalidade de skate de rua, ou o surf, aproximaram os jogos dos mais jovens, modernizando a competição.

Novas estrelas do desporto

Antigos gigantes nas suas modalidades, como Michael Phelps ou Usain Bolt, saíram de cena, dando visibilidade a novas estrelas como o norte-americano Caeleb Dressel, com cinco medalhas na natação, ou o velocista italiano Marcell Jacobs, que com a marca de 9,8 segundos se tornou campeão olímpico nos 100 metros.

Atletas também são humanos

Já fora dos pódios, temas de sociedade como a saúde mental, as pessoas trangénero e a repressão política também marcaram presença. Simone Biles, ginasta norte-americana multi-premiada, abandonou algumas das categorias onde ia concorrer devido à pressão de ser considerada a melhor ginasta de todos os tempos. Biles lembrou ao Mundo que também ela é humana.

Estes foram os jogos onde uma mulher transgénero concorreu pela primeira vez, com a halterofilista neo-zelandesa Laurel Hubbard a participar na categoria feminina de mais de 87 kg.

Já a atleta bielorussa,  Krystsina Tsimanouskaya, viu-se forçada a pedir exílio político depois de ter sido transportada à força para o aeroporto por membros da equipe bielorrussa para embarcar em um voo da Turkish Airlines, por ter criticado o comité bielorusso nas suas redes sociais. A atelta de 800 metros foi acolhida pela Polónia.

Para 2024, fica a esperança de uns Jogos em Paris já sem pandemia e com público nas bancadas. Em Paris, o breakdance vai ser modalidade Olímpica e até pode haver mergulhos no Sena. 

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