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Strauss-Kahn/FMI

FMI garante que não há vácuo no poder na instituição

O secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner.
O secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner. Reuters/Jason Reed
Texto por: Patricia Moribe
3 min

Enquanto a situação de Dominique Strauss-Kahn com a justiça norte-americana continua incerta, aumentam as pressões internacionais para que ele deixe o cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional. Paralelamente, os pretendentes ao posto já fazem lobby. Mas FMI garante que o cargo não está vago.

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“John Lipsky é o diretor-geral interino e tem toda a competência para coordenar as atividades normais do Fundo”, declarou um porta-voz da instituição nesta quarta-feira. O comunicado do FMI foi uma resposta à declaração feita na véspera pelo secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, de que estava claro que Strauss-Kahn "não está em condições de dirigir o FMI". “Ele não pode dirigir o FMI de Rikers Island”, declarou uma fonte anônima do Fundo, referindo-se à prisão onde DSK está detido.

Strauss-Kahn corre o risco de ter um longo julgamento, com a probabilidade de não poder deixar o Estado de Nova York, e muito menos os Estados Unidos. A instituição informou que não tem tido contato com Strauss-Kahn desde que ele foi detido no sábado. O escândalo criou incerteza no FMI, no momento em que a instituição deve coordenar a resposta à crise da dívida soberana de vários países europeus.

Tradicionalmente, desde que foi instituído após a II Guerra Mundial, o FMI tem sido chefiado por um europeu, enquanto os Estados Unidos mantém a indicação para o Banco Mundial. Pela primeira vez, há uma verdadeira possibilidade de que o cargo no FMI possa ir para algum país emergente. Turquia, Índia, México, Cingapura e África do Sul seriam fortes candidatos.

Mas a Europa insiste que outro europeu seria o mais indicado, principalmente numa época em que vários países europeus enfrentam grave crise financeira, como Grécia, Irlanda e Portugal. O ex-premiê trabalhista e ex-ministro das Finanças britânico, Gordon Brown, já deixou claro que é candidato, mas não tem apoio dos conservadores governistas. Alemães também tem sido cotados. Da França, surge o nome da atual ministra das Finanças, Christine Lagarde.
 

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