Suíça/ Fórum Econômico

Em Davos, premiê britânico diz que taxa financeira é "loucura"

O premiê britânico, David Cameron, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quinta-feira.
O premiê britânico, David Cameron, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quinta-feira. REUTERS/Christian Hartmann

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, pediu hoje menos regulação dos mercados da União Europeia no 42º Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Conforme o premiê, a ideia de criação de uma taxa sobre as operações financeiras na Europa “é simplesmente uma loucura”.

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O primeiro-ministro justifica a preocupação lembrando de estimativas da Comissão Europeia, segundo as quais 500 mil empregos seriam perdidos caso essa taxa seja adotada. O tributo vem sido defendido pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e apoiado pelos governos alemão e espanhol.

O premiê deseja “reduzir o fardo da regulamentação na União Europeia”. O líder britânico quer evitar “barreiras inúteis ao comércio e aos serviços”

Cameron também tenta convencer os empresários reunidos no encontro de que a economia britânica não está tão ruim quanto parece. Ele estima que os europeus devem explorar melhor as possibilidades de livre comércio com os americanos e africanos.

Euro pode se salvar, dizem prêmios Nobel

Na opinião dos dois prêmios Nobel de Economia Joseph Stiglitz e Michael Spence, presentes do fórum de Davos e ouvidos pela jornalista Deborah Berlink, o euro pode ser salvo, apesar da crise. Mas Stiglitz diz que os líderes europeus estão indo na direção errada: austeridade, quando deveriam estar incentivando o crescimento.

A Europa entra esse ano em recessão e Stiglitz prevê que a situação vai piorar. Já Michael Spence alerta : para a moeda sobreviver, “muita coisa tem que acontecer”, entre elas uma reforma econômica bem sucedida da Itália e da Espanha – o que não vai ser fácil.

Os europeus que se preparem, segundo Spence: vão passar por pelo menos mais dois anos de sofrimento. Davos, o maior encontro de líderes políticos e empresariais, abriu ontem marcado pela crise européia e num clima de pessimismo.

Mas para o Brasil, as notícias são boas: os dois prêmios Nobel estão convencidos que o país está “em boa forma” e, na pior das hipóteses, só vai desacelerar o crescimento. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, participa nesta tarde de um debate sobre democracia.

Com a colaboração de Deborah Berlinck, enviada especial do jornal O Globo a Davos, em colaboração à RFI

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