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Grécia/Crise

Grécia supera a Espanha e bate recorde de desemprego na Europa

Agência de emprego grega em Atenas
Agência de emprego grega em Atenas REUTERS/Yorgos Karahalis
Texto por: RFI
3 min

O desemprego na Grécia superou a taxa de 25% em julho, informou nesta quinta-feira o Instituto de Estatística da Grécia. O país ultrapassou a Espanha que com 24,63% da população ativa desempregada detinha o recorde europeu.

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Mais de um milhão e 260 mil pessoas estão sem emprego na Grécia, representando 25,1% da população ativa do país. Esse índice mais que dobrou desde o início da crise da dívida grega, em 2010. O desemprego atinge principalmente os jovens sem qualificação que têm entre 15 a 24 anos. 54,2% desses jovens estão fora do mercado de trabalho.

E as perspectivas futuras não são boas. O Instituto do Trabalho, centro de pesquisa das duas principais centrais sindicais gregas, estima que o desemprego no país vai passar de 24% em média este ano para entre 26 a 29% em 2013. O salário médio dos trabalhadores também vai sofrer uma queda de 30% em 2012 em relação a 2009. A Grécia está em recessão há cinco anos.

FMI defende prazo maior para Grécia reduzir déficit

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, defendeu nesta quinta-feira, em Tóquio, que a Grécia tenha mais dois anos de prazo para reduzir seus déficits e cumprir os compromissos financeiros acertados com os credores da troica - FMI, União Europeia e Banco Central Europeu.

Christine Lagarde considera a extensão do prazo de 2014 para 2016 "necessária" para a Grécia conseguir diminuir seu déficit público a 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final desse período, contra 7,3% previstos este ano. Segundo o FMI, a dívida pública grega ainda vai aumentar e atingir 181% do PIB em 2013. Só em 2020, de acordo com a troica, Atenas conseguirá reduzir o percentual da dívida a 120% do PIB.

A diretora do FMI lamentou a ausência da China nas reuniões do Banco Mundial e do FMI, que acontecem esta semana em Tóquio, afirmando que Pequim "vai perder" com o boicote do ministro das Finanças e do presidente do BC chinês. A ausência foi motivada pelo conflito diplomático entre China e Japão devido à disputa das ilhas no Mar da China Oriental.

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