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França/Crise

França prevê ajuste de 20 bilhões de euros no orçamento de 2014

O ministro francês de Economia e Finanças, Pierre Moscovici.
O ministro francês de Economia e Finanças, Pierre Moscovici. REUTERS/Jean-Marc Loos
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O governo francês apresentou nesta quarta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, a estratégia para o país reduzir seu déficit público e cumprir os compromissos assumidos com os parceiros europeus. O Executivo prevê economizar 20 bilhões de euros em 2014, valor equivalente à metade do ajuste orçamentário efetuado neste ano. A boa notícia é que no ano que vem, o governo socialista vai cortar despesas, o que vem sendo cobrado pelos economistas. 

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Pelo programa de estabilidade do período 2013-2017, quando termina o mandato do presidente François Hollande, a França quer cortar 14 bilhões de euros nos gastos públicos e obter 6 bilhões de euros de receitas adicionais. O pacote detalhado das medidas será apresentado no final do mês à Comissão Europeia.

O déficit público francês, que atingiu 4,8% do PIB no ano passado (em vez dos 4,5% previstos), seria reduzido a 3,7% no final de 2013, 2,9% em 2014, 2% em 2015, 1,2% em 2016 e 0,7% em 2017. No mesmo período, a dívida pública deve recuar de 93,6% neste ano para 88,2% em 2017, de acordo com os planos do governo. O chamado equilíbrio estrutural das contas públicas, independente da conjuntura econômica, seria atingido no final de 2016.

Com relação ao crescimento, o governo socialista insiste numa projeção de +0,1% em 2013 e de +1,2% em 2014, apesar do aviso divergente do FMI. Ontem, o FMI anunciou que a economia francesa vai terminar o ano em recessão, com recuo de 0,1% do PIB. Para 2014, o Fundo projeta um crescimento de apenas 0,9%.

O Alto Conselho das Finanças Públicas considerou as previsões de crescimento do governo excessivamente otimistas. Mas o ministro das Finanças, Pierre Moscovici, afirmou ter apresentado projeções "confiáveis e realistas".

Popularidade do governo cai

O presidente François Hollande e o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault enfrentam queda livre de popularidade entre os franceses. Segundo pesquisa mensal do instituto LH2 para o grupo de mídia Le Nouvel observateur, publicada nesta quarta-feira, Hollande e Ayrault perderam 4 pontos de confiança em relação à sondagem anterior, atingindo o nível mais baixo desde a posse, em maio passado.

Apenas 32% dos franceses afirmam ter confiança em Hollande, e 65% dos entrevistados exprimem opinião negativa sobre o presidente. O primeiro-ministro inspira confiança em apenas 31% dos franceses, gerando desconfiança em 61% dos pesquisados.

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