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Grécia/ FMI

FMI constata "progressos" na Grécia, mas dívida permanece "muito elevada"

Parlamento grego em Atenas é palco de constantes manifestações contra medidas de austeridade.
Parlamento grego em Atenas é palco de constantes manifestações contra medidas de austeridade. REUTERS/Yorgos Karahalis
Texto por: RFI
3 min

A Grécia “faz progressos” e “percorreu um longo caminho” para endireitar suas contas públicas e agora “o desafio maior continua sendo reativar o crescimento”, afirmou nesta segunda-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI) em um relatório. Apesar dos avanços, o fundo, que participa junto com a União Europeia e o Banco Central Europeu de uma ajuda financeira para o país, acha que a dívida pública grega permanece “muito elevada”.

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Além do progresso realizado pelo país para superar seus problemas e os esforços para reativar sua economia, o FMI destaca a necessidade de "continuar com as reformas estruturais e enfatiza que "o desafio maior é o restabelecimento da confiança para reativar a economia". O fundo reconhece que os avanços foram obtidos “em um contexto de grave e dolorosa recessão”, e destaca a importância de a Grécia “melhorar o índice de confiança para atrair investidores” e poder sair da crise.

O relatório publicado hoje é o resultado da última visita dos credores ao país, em abril, para inspecionar as contas do país, conforme os termos do empréstimo de 173 bilhões de euros. Ao término da inspeção, na semana passada, os técnicos desbloquearam uma fatia de 2,8 bilhões de euros da ajuda, que estava bloqueada desde março.

Entretanto, a instituição internacional afirma que para aliviar a recessão que enfrenta pela sexto ano consecutivo, o país precisa continuar implantando “reformas estruturais”, julgadas “insuficientes” até o momento. O FMI cita como exemplos de pontos a serem melhorados a estabilidade política, a redução do funcionalismo público e a luta contra as fraudes fiscais, na qual “muito poucos progressos ocorreram”.

A instituição também parabenizou os parceiros europeus por terem aceitado que a Grécia vai precisar de apoio para conseguir reduzir a sua dívida, que permanece “muito elevada”, segundo o FMI. As autoridades europeias fizeram uma vaga referência à possibilidade de a dívida da Grécia ser reavaliada no futuro e se comprometeram a manter o país financiado até que Atenas consiga retomar o acesso aos mercados, desde que continue cumprindo as exigências de seu programa de ajuda.
 

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