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FMI/ previsões

FMI alerta para inflação alta no Brasil e reduz previsão de crescimento

Para acalmar mercados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve anunciar cortes de 16 bilhões de reais no Orçamento nos próximos dias.
Para acalmar mercados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve anunciar cortes de 16 bilhões de reais no Orçamento nos próximos dias. Valter Campanato/ABr
Texto por: RFI
3 min

O Banco Central brasileiro não deve afrouxar ainda mais a sua política monetária neste momento em que a inflação está muito elevada, disse o Fundo Monetário Internacional nesta terça-feira. "Inflação (no Brasil) está acima da curva. Neste momento, usar estímulo monetário adicional seria, na nossa opinião, errado", disse o chefe do FMI para a divisão de Estudos Econômicos Mundiais, Thomas Helbling, em entrevista coletiva.

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O fundo reduziu hoje quinta vez suas estimativas para o crescimento global pela desde o início do ano passado, devido à desaceleração dos mercados emergentes e à prolongada recessão na Europa. A instituição cortou sua previsão para o crescimento global em 2013 a 3,1%, mesmo ritmo de expansão do ano passado, mas abaixo da previsão de 3,3% divulgada em abril. O fundo também reduziu sua previsão para 2014 a 3,8%, abaixo da previsão anterior, de 4%.

Em seu exame do meio do ano do estado da economia mundial, FMI advertiu que o crescimento global pode desacelerar ainda mais se a retirada do enorme estímulo monetário nos Estados Unidos levar a uma reversão dos fluxos de capital e reduzir o crescimento nos países em desenvolvimento. O FMI baixou a previsão de crescimento em 2013 dos países em desenvolvimento para 5%

Os mercados emergentes, que tinham sido anteriormente o motor da recuperação global, contribuíram para a piora da perspectiva, intitulada "Dores do Crescimento". “Enquanto os riscos anteriores persistem, novos apareceram, especialmente o do prolongamento do desaquecimento das economias emergentes”, advertiu.

O crescimento do Brasil, sublinhou, não deve passar de 2,5% (-0,5% em relação à última previsão) e 3,2% em 2014 (0,8% a menos do que o esperado). A previsão menor também foi apontada para os demais integrantes do grupo Brics: China (-0,3%, com 7,8% de crescimento esperados), Rússia (-0,9%, com 2,5%), Índia (-0,2%, com 5,6%) e África do Sul (-0,8%, com 2%).
 

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