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Ásia/Economia

Japão entra em recessão e pode ter eleições antecipadas

O Japão entrou oficialmente em recessão no terceiro trimestre de 2014.
O Japão entrou oficialmente em recessão no terceiro trimestre de 2014. REUTERS/Toru Hanai
Texto por: RFI
3 min

A economia japonesa, a terceira maior do mundo, entrou em recessão no terceiro trimestre, encolhendo 0,4% em relação aos três meses anteriores, segundo dados do governo divulgados nesta segunda-feira (17). Diante do resultado, é possível que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, convoque eleições legislativas antecipadas.

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O resultado foi considerado um duro golpe na política econômica de Abe. O país asiático havia conseguido superar a recessão nos últimos meses de 2012, pouco antes de ele assumir o poder. O novo primeiro-ministro lançou em seguida uma ambiciosa política de reativação econômica para tirar o país de anos de crescimento fraco e deflação.

Os primeiros resultados da política econômica da Abe foram alentadores, com crescimento de 1,5% em no ano passado, mas, agora, o país parece estar voltando à situação anterior a 2013. Uma das causas teria sido o aumento de 5% para 8% do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), implementado em abril para reduzir a enorme dívida pública do país, que chega a 250% do PIB.

Aumento de imposto cancelado

Analistas receberam a notícia da recessão com surpresa, já que as principais previsões preconizavam um crescimento de 0,5%. Se comparado ao mesmo período no ano passado, o resultado é ainda pior, -1,6%.

Em defesa do governo, o ministro da Revitalização Econômica, Akira Amari, lembrou que o PIB cresceu 0,5% nos primeiros nove meses do ano, em relação a 2013. Ele disse que a Abenomics – como ficou conhecida a política de estimulo do primeiro-ministro – não pode ser considerada um fracasso. A principal crítica da oposição é a de que a Abenomics teria impulsionado os mercados, mas não teve efeito sobre a classe média japonesa.

É possível que Shinzo Abe anuncie nesta terça-feira (18) a dissolução da Câmara Baixa do parlamento e convoque eleições antecipadas para o próximo mês, dois anos antes do final da legislatura. Outra consequência do mau resultado deve ser o cancelamento de mais um aumento no IVA, que passaria de 8% para 10% em 2015.

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