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Economia

Preço do petróleo sobe ligeiramente na Europa e na Ásia

Preço do petróleo sobe ligeiramente nesta sexta-feira
Preço do petróleo sobe ligeiramente nesta sexta-feira REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/Files
Texto por: RFI
3 min

O preço do petróleo subiu ligeiramente nesta sexta-feira (23) no mercado europeu, após a morte do rei Abdullah, da Arábia Saudita. Por volta das 12h20, horário de Paris, o barril de Brent, do mar do Norte, foi vendido a US$ 49,46, um aumento de US$ 0,96 em relação à quinta-feira. Em Nova York, o aumento do preço do barril WTI foi de US$ 0,63, chegando a US$ 46,94. Houve também um pequeno aumento na Ásia. Até então, os preços estavam em queda acentuada devido à fraca demanda e a uma oferta abundante.

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A morte do monarca provocou incertezas na Arábia Saudita, principal exportador mundial de petróleo, maior produtor da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e membro muito influente do instituição. A decisão da Opep de não reduzir a produção do produto em novembro fez com que o preço caísse um total de 60% desde junho.

Período de instabilidade

"O petróleo poderia conhecer um período de instabilidade com a possível troca do ministro saudita do petróleo, responsável pela decisão de manter o volume de produção da Opep", explica um analista do Saxo Banque. "A outra questão é a reação de grupos insurgentes na Arábia Saudita, que poderia levar a uma instabilidade política e impactar potencialmente sobre a produção."

Porém, especialistas do setor dizem que não haverá nenhum choque, já que o sucessor do rei, o seu meio-irmão Salman, prometeu uma continuidade na política do país. "O rei Salman pode ser mais conservador em relação às questões sociais, mas não há nenhuma razão para achar que ele vá modificar profundamente a política petrolífera", afirmou Julian Jessop, do instituto Capital Economics.

"Eu prevejo continuidade. A política petrolífera é definida por um grupo de tecnocratas, e não acredito que a próxima monarquia mudará a ordem das coisas", disse Frederic Wehrey, especialista em Golfo Pérsico do Instituto Carnegie Endowment for International Peace. Jean-François Seznec, professor na universidade de Georgetown, acredita que Riad se defenderá com "unhas e dentes" para "preservar sua liderança".

 

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