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Grécia/Economia

Grécia otimista para um acordo na reunião do Eurogrupo

O minsitro grego das Finanças, Yanis Varoufakis.
O minsitro grego das Finanças, Yanis Varoufakis. REUTERS/Alkis Konstantinidis
4 min

Na véspera de uma reunião considerada crucial dos ministros das Finanças da zona do euro (Eurogrupo), programada para esta segunda-feira (16), em Bruxelas, o governo grego acerta os últimos detalhes de um pacote de medidas a ser apresentado a seus parceiros europeus. Atenas garante que fará de tudo para chegar a um acordo, mas não pretende abrir mão de controlar a aplicação do plano.

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"Nossa posição, baseada na lógica, é forte e vai nos levar a um acordo no último minuto, ou mesmo depois do último minuto", afirmou o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, em entrevista neste domingo (15) ao jornal Kathimerini. Segundo ele, tanto os gregos quanto os europeus "farão de tudo para evitar um resultado que enfraqueça a unidade da zona do euro".

O ministro grego disse ainda que a "Europa sabe concluir acordos honrosos a partir de desacordos honrosos". Yanis Varoufakis expressou um nível de otimismo "alto" para a reunião na segunda-feira entre os 19 ministros das Finanças da zona do euro.

Novas propostas

A reunião é considerada determinante, mas arriscada. O novo governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras quer romper com os programas de austeridade impostos há cinco anos pelo trio de credores do país, formado pelo Banco Central Europeu, o FMI e a União Europeia. As medidas adotadas em troca de uma ajuda de € 240 bilhões sufocam a população grega.

Atenas quer fazer reformas, mas desde que façam parte de um conjunto de medidas adotadas e gerenciadas pelo governo grego. O porta-voz, Gabriel Sakellaridis, disse neste domingo a um canal de televisão que o "governo está determinado a honrar seus compromissos" com os eleitores.

A União Europeia insiste em uma extensão do programa em curso, que termina do dia 28 de fevereiro. Se não houver acordo nesta segunda-feira na reunião do Eurogrupo, uma saída da Grécia da zona do euro se torna uma ameaça concreta e o país encontrará dificuldades para cumprir seus compromissos financeiros.

Negociações

No sábado, novas consultas foram feitas entre o bloco e o governo grego "para conhecer melhor as posições de cada lado", informou uma fonte da União Europeia. As discussões devem levar à elaboração de um relatório que será apresentado ao Eurogrupo na segunda-feira.

Na sexta-feira, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse estar "muito pessimista", com a possibilidade de um acordo na reunião de Bruxelas. No sábado, o premiê Alexis Tsipras também evocou "negociações difíceis".

O governo, no entanto, conta com o apoio da sua população para manter sua posição de renegociar o pacote de medidas. Pesquisa divulgada neste domingo pelo jornal To Vima indica que 60, 6% dos gregos tem uma boa imagem de Alexis Tsipras contra 37,1% que pensam o contrário.

O premiê recebeu outro apoio de peso dentro de seu país. O ex-primeiro-ministro socialista Georges Papandreou, que foi o primeiro chefe de governo a aceitar, em 2010, que a Grécia recorresse ao programa de ajuda financeira internacional, escreveu aos 28 dirigentes da União Europeia.

Na mensagem, ele pediu que os líderes ajudassem a encontrar um “acordo mútuo benéfico”, insistindo que os gregos já fizeram muitos esforços e sofrem de um desemprego que atinge mais de 25% da população.
 

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