Comitê Olímpico Internacional pede medidas contra apostas esportivas ilegais

Jacques Rogge, presidente do COI, Comitê Olímpico Internacional.
Jacques Rogge, presidente do COI, Comitê Olímpico Internacional. Reuters
Texto por: Lúcia Müzell
2 min

Amanhã, COI se reúne com Interpol na sede do comitê, em Lausanne, para tratar sobre o assunto. Comitê estima que a credibilidade dos esportes está em jogo se apostas ilegais persistirem.

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Jacques Rogge, presidente do COI, pediu hoje aos governos dos países que integram a organização para que lutem contra essas apostas, argumentando que é a credibilidade dos esportes que está em jogo. Em Lausanne, na Suíça, Rogge defendeu a expedição de mandatos de busca em locais suspeitos de promover a prática e até mesmo a instalação de escutas telefônicas para facilitar a descoberta de desvios.

O COI deseja que os operadores de apostas só atuem com autorização, já que os sistemas ilegais são normalmente ligados à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. O comitê estima que os governos precisam oferecer uma resposta coordenada em nível mundial para combater o problema, assim como foi feito com o dopping.

"Há um enorme perigo para a credibilidade global do esporte porque tratam-se de máfias que apostam ao mesmo tempo em que manipulam os resultados das partidas", disse Rogge. Ele lembrou que o COI adotou um sistema de segurança em 2006, mas que os riscos são constantes.

Amanhã, acontece uma reunião na sede do comitê para tratar sobre o assunto, da qual participarão a Interpol, responsáveis das federações esportivas e os ministros dos Esportes da Austrália, do Reino Unido, da França e da China, países que já possuem legislações específicas para vcoibir as apostas ilegais.

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