Comitê Olímpico Internacional pede medidas contra apostas esportivas ilegais

Jacques Rogge, presidente do COI, Comitê Olímpico Internacional.
Jacques Rogge, presidente do COI, Comitê Olímpico Internacional. Reuters

Amanhã, COI se reúne com Interpol na sede do comitê, em Lausanne, para tratar sobre o assunto. Comitê estima que a credibilidade dos esportes está em jogo se apostas ilegais persistirem.

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Jacques Rogge, presidente do COI, pediu hoje aos governos dos países que integram a organização para que lutem contra essas apostas, argumentando que é a credibilidade dos esportes que está em jogo. Em Lausanne, na Suíça, Rogge defendeu a expedição de mandatos de busca em locais suspeitos de promover a prática e até mesmo a instalação de escutas telefônicas para facilitar a descoberta de desvios.

O COI deseja que os operadores de apostas só atuem com autorização, já que os sistemas ilegais são normalmente ligados à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. O comitê estima que os governos precisam oferecer uma resposta coordenada em nível mundial para combater o problema, assim como foi feito com o dopping.

"Há um enorme perigo para a credibilidade global do esporte porque tratam-se de máfias que apostam ao mesmo tempo em que manipulam os resultados das partidas", disse Rogge. Ele lembrou que o COI adotou um sistema de segurança em 2006, mas que os riscos são constantes.

Amanhã, acontece uma reunião na sede do comitê para tratar sobre o assunto, da qual participarão a Interpol, responsáveis das federações esportivas e os ministros dos Esportes da Austrália, do Reino Unido, da França e da China, países que já possuem legislações específicas para vcoibir as apostas ilegais.

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